TRABALHOU PARA MT 04.10.2026 | 12h43
redacao@gazetadigital
Divulgação
O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), votou neste domingo (4), afirmando que fez uma campanha em forma de prestação de contas de sua gestão no Executivo para sustentar a expectativa de uma vitória nas urnas na disputa ao Senado Federal.
Ao chegar ao seu local de votação, acompanhado por correligionários, Mendes projetou otimismo e buscou firmar seu eleitorado no reconhecimento do trabalho realizado à frente do Estado. “Eu estou bastante contente, bastante feliz. A campanha foi muito tranquila, pelo menos do meu lado”, afirmou. “E eu termino o primeiro turno com a sensação muito boa. Primeiro: dever cumprido não no processo eleitoral, mas como governador.”
O candidato, tido como favorito nas intenções de voto, minimizou o peso das pesquisas eleitorais recentes e criticou a discrepância de levantamentos de institutos nos últimos anos. Para ele, a estratégia de campanha esteve pautada na confiança na população e no seu retrospecto administrativo, e não nos números prévios da disputa.
“Olha, eu nunca fui uma pessoa muito ligada às pesquisas. Respeito as pesquisas, obviamente, têm um valor técnico-científico quando são feitas corretamente. E, nos últimos anos, infelizmente, elas foram perdendo a confiança porque tiveram erros muito além da margem de erro, e isso tirou um pouco da credibilidade”, declarou.
“Eu trabalhei como eu sempre fiz, independente de estar olhando para as pesquisas, confiando em Deus e confiando em que as pessoas são capazes de reconhecer aquilo que é certo e errado no nosso Mato Grosso”, completa .
Questionado sobre a forte centralização da campanha no seu histórico como governador e na entrega de grandes obras, Mendes justificou que a contratação de um representante político exige critérios rígidos e verificação de entregas passadas. “A contratação de um político tem que levar em consideração, na minha opinião, alguns valores e algumas referências. Por isso, você mostrar quem você é, de onde você veio, o que você já fez é pressuposto básico para que você possa estabelecer uma conexão com o futuro, com aquilo que você pretende fazer ou pode fazer”, explicou.
“Falar que vai fazer isso, aquilo, aquilo outro... Falar um monte de coisas qualquer candidato pode fazer. Qual que é a referência? Esse cara já fez alguma coisa? Esse cara tem capacidade de entregar aquilo que tá dizendo?”. Mendes destacou ainda que sua equipe estabeleceu uma marca de gestão pautada em soluções de problemas históricos do Estado.
“Fizemos coisas que pareciam impossíveis de serem feitas em Mato Grosso. O Hospital Central que você citou é uma delas, afinal de contas ficou parado 34 anos. E a partir dessa referência, nós dissemos: 'Poderemos fazer em Brasília, sim, coisas que lá no Congresso Nacional parecem impossíveis de serem feitas'”.
Críticas ao Congresso e alfinetada na oposição
O ex-governador também explicou a decisão de ter evitado embates e debates diretos com adversários ao longo da campanha estadual, classificando alguns desses encontros como um “show de horrores” e destacando que sua prioridade era o diálogo direto com o eleitorado.
“Mato Grosso me conhece: 93% da população sabe quem é Mauro Mendes, acompanha a minha atuação, gosta ou não gosta”, afirmou. “O meu objetivo é contribuir com o eleitor na sua tomada de decisão, e não com o veículo ou muito menos com os outros candidatos.” Visando sua eventual ida ao Congresso Nacional, Mendes adotou um tom crítico sobre a dinâmica legislativa tradicional e defendeu uma postura focada em resultados práticos.
“Sempre fui um homem de executivo, focado em resultado. E lá no Congresso Nacional eu estarei focado em resultado. Odeio muita conversa fiada, muito blá-blá-blá e nada de resultado. E é isso que a maioria dos políticos brasileiros são especialistas em fazer: muito blá-blá-blá, muita conversa fiada. Quando você peneira ali a atuação dele, você vê muito pouco resultado.”
Confirmando sua confiança na apuração, Mendes afirmou manter o sentimento positivo do início ao fim da corrida eleitoral. “Eu tenho a expectativa, o meu feeling diz que sim. Sempre falei isso, nós iríamos ganhar essas eleições. Eu nunca tive dúvida disso”.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.