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suspensa de programa 28.09.2026 | 14h20

Natasha fala em censura após ficar fora da propaganda eleitoral na TV

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João Vieira

João Vieira

Candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), reagiu à suspensão de sua propaganda eleitoral na televisão e classificou a decisão como uma tentativa de censura e perseguição política. A manifestação ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinar a suspensão, por um dia, do horário eleitoral da candidata e proibir a divulgação de peças que associem Otaviano Pivetta (Republicanos) à violência doméstica sem informar que os procedimentos investigatórios relacionados ao caso foram arquivados.

 

A decisão também prevê multa de R$ 50 mil em caso de novo descumprimento e foi proferida pelo desembargador Marcos Machado, após ação apresentada pelo governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).

 

Em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, Natasha explicou que houve o vazamento do material, que sequer foi veiculado e acarretou a punição. A candidata disse que seu comitê encaminhou normalmente os programas e inserções às emissoras dentro do prazo de um dia útil, ainda na última sexta-feira (25).

 

O material utilizava trechos de uma reportagem jornalística exibida nacionalmente em 2021 sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo Pivetta. Slhessarenko afirma que, ainda na sexta-feira, sua equipe foi surpreendida com processos apresentados à Justiça Eleitoral contra vídeos que, segundo ela, sequer haviam sido veiculados.

 

“Na sexta-feira, até o meio-dia, precisa encaminhar programas e inserções eleitorais para televisões . Encaminhamos. A inserção foi retirada do ar. A peça dizia, por meio de uma matéria jornalística em uma rede de televisão nacional, exibida em julho de 2021, que Otaviano Pivetta (Republicanos) teve um problema de violência doméstica, em Santa Catarina. Tratava-se disso o programa”, disse.

 

Natasha disse ainda que a Justiça Eleitoral inicialmente havia indeferido o pedido e, posteriormente, determinou a suspensão do conteúdo, culminando na retirada completa de seu programa eleitoral.

 

“A Justiça Eleitoral havia indeferido. No segundo momento, pediram que suspendessem e hoje retiraram meu programa eleitoral completamente, que nem tinha isso no tema. Querem me calar, mas eu não vou me calar. Única candidata mulher, não me calo e tenho obrigação de mostrar aos eleitores o que aconteceu, e é público. Isso aconteceu, está na internet”, pontua.

 

A candidata questionou ainda o fato de o caso citado na propaganda ter sido arquivado.


“Ele não foi considerado nem inocente nem culpado, foi arquivado o caso. Eu desconheço o motivo”, disse.

 

 

 

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