CANDIDATOS AOS GOVERNO 01.09.2026 | 12h37

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
A primeira parte do debate para o governo do Estado na TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação, teve insinuações entre os candidatos de violência doméstica, corrupção, despreparo, pedidos de direito de resposta, choro e troca de ‘colinha’ entre os candidatos.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL), a médica Natasha Slhessarenko (PSD), Rafaell Milas (Missão), Mauricio Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir), participam do encontro.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi pressionado em diversas ocasiões sobre o tema de violência doméstica, do qual ele foi acusado pela ex-esposa e chegou a ser preso. Porém, no final, foi inocentado e o processo arquivado. Natasha Slhessarenko questionou o fato de Mato Grosso ser o estado que mais mata mulheres, que mais violenta mulheres, nos últimos anos.
Sargento Laudicério também entrou no tema, questionando a proteção às vítimas de violência doméstica. O gestor demonstrou forte desconforto, porém, não entrou no caso de maneira objetiva, apenas citando as ações dos últimos do governo do Estado.
Já Fagundes atacou Pivetta indiretamente ao questionar o candidato Maurício Coelho (Mobiliza) sobre político “preso por bater em mulher”. O candidato afirmou que o candidato deveria realizar uma explicação pública. O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), voltou a levar a violência contra a mulher para o confronto direto no debate da TV Vila Real.
Em pergunta direcionada a Mauricio Coelho (Mobiliza), o senador não citou nomes, mas questionou o adversário sobre um político que teria sido preso por agredir a mulher e posteriormente liberado após pagar fiança. Coelho disse que ele deveria se explicar publicamente.
Outro que foi bastante questionado foi o senador Wellington Fagundes (PL). O candidato Rafaell Millas citou diversas operações policiais, como Sanguessuga, Ararath, afirmando que ele foi citado em todas. Fagundes negou que foi investigado ou condenado, e que seria ficha limpa. Ele acusou Milas de atacá-lo como se fosse um ‘laranja’ de outras candidaturas.
O governador Otaviano Pivetta também insinuou que Wellington dominou por anos as indicações no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e foi expulso na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Eu estou há 34 anos na política. Não respondo e nunca fui condenada a nada. Diferente do candidato que ele apoia, porque ele é candidato de aluguel, todo mundo sabe, que foi preso, está envolvido em todos os escândalos de governo que está aí. Muitos não podem falar entre si, porque as operações estão acontecendo. Então, o que eu posso garantir para vocês, que ele, o candidato que está aí (não citou o nome) foi condenado na eleição de prefeito e, por isso, ele não pôde ser candidato e até hoje continua condenado pelo TCU e está sendo candidato sob investigação. Agora, Wellington Fagundes, vocês podem procurar, não respondo e nunca fui condenado a nenhum processo", respondeu.
Rafaell Millas também questionou Natasha sobre os apoios que ela tem, já que tem em seu partido nomes como o ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), Emanuel Pinheiro (MDB). Ela rebateu, afirmando que responde pelo seu CPF e que é ficha-limpa. Ela também ironizou Rafaell, ao citar o histórico de Renan Santos e Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em declarações misóginas, e que não utilizaria o passado de aliados para atacar Milas.
O candidato Mauricio também afirmou que Natasha seria despreparada, já que ela não explicaria detalhes das propostas de zerar impostos da cesta básica.
O candidato Sargento Laudicério se emocionou durante o debate ao se referir à saúde pública do Estado. Ele citou como exemplo, o caso de sua mãe, que perdeu a visão por conta da demora em um atendimento. Segundo o candidato, Maria Aparecida perdeu a visão em decorrência de demora no atendimento público de saúde.
“Minha mãe é deficiente visual, perdeu as duas visões por causa de negligência e incompetência, pois os senhores que estão há mais de 30 anos são coautores dessa negligência do Estado. Quantas mais Maria Aparecida Machado estão nessa situação?”, questionou.
Ele responsabilizou os políticos que estão há décadas em cargos públicos pela situação enfrentada pela mãe. Emocionado, ele chorou ao lembrar que Maria Aparecida completou 75 anos no último dia 13 de agosto e não pôde vê-lo durante o debate. “O senhor acha que ela não queria ver meus olhos? O senhor acha que ela não queria me enxergar? Ela está lá ouvindo. Você acha que ela não queria me assistir aqui?”, disse. “Covardes os senhores. Os senhores são todos covardes”.
Houveram vários pedidos de direito de resposta, porém, só uma foi concedida ao candidato Wellington Fagundes. O debate foi interrompido por conta do horário eleitoral obrigatório.
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