sem cargo vitalício 01.09.2026 | 13h43

laisa@gazetadigital.com.br
TV Vila Real
O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) defendeu mudanças estruturais no Judiciário, abordou ações de segurança no combate ao feminicídio em Mato Grosso e rebateu críticas sobre a infraestrutura do sistema prisional do estado. Ao analisar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o fato de os cargos serem vitalícios e defendeu limites temporários para a atuação dos magistrados.
“Um mandato de 10 anos, 12 anos, no máximo, seria adequado [...] Fez coisa errada, tem que tirar do cargo”, sustentou o ex-governador em sabatina no Jornal do Meio-Dia, na segunda-feira (31), sobre a estipulação de prazo fixo para a permanência na Corte.
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Mendes também argumentou que eventuais desvios praticados por integrantes do STF devem ser apurados com rigor pelo Poder Legislativo, rebatendo a ideia de que os magistrados devam ter imunidade total.
“O Senado Federal tem que ter a capacidade de fazer esse tipo de análise e tomar a decisão que for correta. Se um presidente no Brasil já foi afastado, se governadores já foram afastados do cargo, deputados federais, senadores, prefeitos, juízes, desembargadores já foram tirados do cargo, por que o ministro supremo não pode ser tirado se ele fizer coisa errada?”, questionou.
Já quando questionado sobre os índices de feminicídio no estado e a baixa taxa de criação de delegacias especializadas, uma vez que em 2019 o estado possuía 7 Delegacias da Mulher e, ao fim do mandato de Mendes, possuía apenas 2 novas, o ex-governador sustentou que a atuação estadual não se limitou à estrutura predial, destacando medidas preventivas e patrulhamentos direcionados à segurança da mulher.
“Nós temos hoje mais de 90 patrulhas Maria da Penha no estado que foram criadas. O botão do pânico não existia, foi criado. Treinamento para que as nossas polícias civis possam lidar com isso foi dado em todo o estado de Mato Grosso. Nós criamos o gabinete integrado de combate à violência doméstica. Nós temos hoje 99% das mulheres que acionaram a polícia, que acionaram o pedido de proteção, protegidas”, declarou.
Ainda, o candidato reforçou que as ações integradas conseguiram dar amparo à grande maioria das vítimas que recorreram ao poder público e responsabilizou a sensação de impunidade pela persistência dos episódios de violência doméstica.
“Mas, infelizmente, essa cultura da impunidade no Brasil leva pessoas que nunca cometeram um crime, de repente em uma briga, ao chegar bêbadas em casa, ou por um ciúme, sei lá, e não importa o motivo, a cometer esse crime bárbaro contra as mulheres”, ponderou o político.
Ao responder aos questionamentos sobre a capacidade da frota policial e a falta de unidades para o cumprimento do regime semiaberto nas penitenciárias, Mendes concluiu rejeitando os apontamentos negativos, assegurando que o estado registrou avanços expressivos, nos quais, segundo ele, dobraram o número de vagas penitenciárias durante sua gestão no governo.
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