CRISE ENTRE BOLSONARISTAS 21.09.2026 | 17h49
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A prefeita Flávia Moretti (PL), de Várzea Grande, disse que não teme punição por parte do Partido Liberal por ter declarado apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e deixou em aberto a possibilidade de mudar de partido devido ao relacionamento ruim entre ela e a direção do partido. A declaração foi feita em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21). Mais cedo, o presidente estadual, Ananias Filho, afirmou que o grupo recuou da decisão de expulsar infiéis.
“Eu não estou tendo relacionamento algum com o partido, até porque hoje eu só sou filiada ao PL”, disse Flávia aos jornalistas.
A prefeita sinalizou não ter receio de um possível desligamento forçado da legenda, como a direção estadual do partido vinha ameaçando. “Não, não temo expulsão. Não temo expulsão”, disse.
Sem citar nomes, a prefeita disse que foi procurada por vários presidentes de partidos que demonstraram interesse em recebê-la em caso de saída do PL. Questionada se havia a possibilidade de isso acontecer, ela respondeu: “Olha, a gente não descarta”.
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Moretti afirmou que sempre buscou estabelecer um diálogo com Ananias e que, há um ano, vinha tentando buscar resolver as pendências internas observadas, mas sem sucesso.
“Desde o ano passado, sempre procurei o presidente Ananias, sempre tentando um diálogo, tentando uma solução para os problemas, até políticos, que eu enfrentava dentro do PL, mas infelizmente [isso] não teve êxito, não teve o encaminhamento que eu esperava”, concluiu.
Caçada aos “traidores”
Ananias Filho, cacique bolsonarista no estado, havia prometido expulsar da sigla os prefeitos e demais lideranças filiadas ao PL que declarassem apoio a outros candidatos ao governo que não Wellington Fagundes (PL), o nome do partido.
Nesta segunda-feira (21), em entrevista ao
, Ananias decidiu rever a ameaça que ele direcionou a algumas das principais lideranças municipais do partido, como a própria Flávia Moretti e o prefeito Claúdio Ferreira (PL), de Rondonópolis.
Até então, a última atualização era que os casos tinham sido encaminhados para o comitê de ética para avaliação. Ao
, Ananias mudou o discurso. Disse que os procedimentos internos sequer foram iniciados e que não há prazo para uma decisão definitiva. Contudo, pela primeira vez, ele deixou aberta a possibilidade de não haver expulsão.
“Eu mantenho a decisão de que vai ter a comissão e o processo, mas não sei qual punição. Tem que analisar juridicamente", disse antes da coletiva de Flávia. Por outro lado, ele permaneceu irredutível sobre a decisão de que essas lideranças que renegaram Fagundes permanecerão afastadas do comando dos diretórios municipais.
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