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Eleições 2026 - A | + A

DEU EM A GAZETA 07.10.2026 | 06h53

Votos vencedores para Mauro e Pivetta foram mais ‘baratos’

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Fred Moraes

Fred Moraes

O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), teve um gasto de R$ 5,50 por voto para conquistar 1.128.099 votos e permanecer no Palácio Paiaguás, demonstrando uma eficiência em sua campanha entre os concorrentes ao Poder Executivo neste ano. O cálculo considera as despesas declaradas por cada candidato divididas pelo total de votos obtidos.

 

Os dados apresentados à Justiça Eleitoral permitem observar uma diferença expressiva entre campanhas que disputaram a mesma eleição. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Pivetta no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos. Pivetta arrecadou R$ 7,53 milhões e gastou R$ 6,20 milhões.

 

O resultado significa que, para cada R$ 1 milhão desembolsado, a campanha obteve aproximadamente 181,9 mil votos. Entre os principais adversários, o senador Wellington Fagundes (PL) gastou R$ 6,85 milhões e recebeu 430.442 votos. O custo ficou em R$ 15,93 por voto, quase três vezes o registrado por Pivetta. A campanha de Natasha Slhessarenko (PSD), por sua vez, arrecadou R$ 4,73 milhões e gastou R$ 4,67 milhões. Com 281.548 votos, teve um custo de R$ 16,60 por voto. Entre as candidaturas menores, Rafaell Milas (Missão) gastou R$ 48,4 mil para obter 10.300 votos, equivalente a R$ 4,70 por voto.

 

Sargento Laudicério (Agir) gastou R$ 65 mil e teve 3.210 votos, chegando a R$ 20,26 por voto, o maior custo da disputa pelo governo. Maurício Coelho (Mobiliza) aparece com uma particularidade. Como gastou apenas R$ 657,83 e recebeu 2.694 votos, seu custo matemático foi de apenas R$ 0,24 por voto. O número, porém, deve ser interpretado com cautela, já que a campanha teve arrecadação declarada de apenas R$ 3.550.


SENADO TEVE DISTÂNCIA AINDA MAIOR

 

Na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado, o contraste também foi expressivo. Mauro Mendes (União) gastou R$ 3,00 milhões e recebeu 1.187.352 votos. O custo foi de R$ 2,53 por voto. José Medeiros (PL), que também conseguiu uma das vagas, gastou R$ 4,26 milhões para obter 977.777 votos, a um custo de R$ 4,36 por voto. Janaina Riva (MDB) gastou R$ 1,75 milhão e recebeu 519.434 votos, resultando em R$ 3,38 por voto. Carlos Fávaro (PSD), com R$ 2,26 milhões gastos e 411.020 votos, teve custo de R$ 5,52. Pedro Taques (PSB) gastou R$ 2,28 milhões para 224.621 votos: R$ 10,18 por voto.

 

Antônio Galvan (Avante) chegou a R$ 5,83, enquanto Coronel Darwin (Democrata) ficou em R$ 5,78. O maior custo entre os candidatos ao Senado foi de Margareth Buzetti (PP): R$ 2,98 milhões para 65.559 votos, ou R$ 45,52 por voto. Beny Godoy (Agir) teve R$ 47,1 mil em despesas e 1.854 votos, equivalentes a R$ 25,44 por voto. Professor Nelson Ferreira (Agir) aparece novamente como uma exceção matemática: gastou R$ 1 mil e recebeu 5.563 votos, com custo de apenas R$ 0,18 por voto. A comparação ocorre em um cenário no qual o financiamento eleitoral brasileiro é fortemente sustentado por recursos públicos.

 

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, é formado por dotações do Orçamento da União e destinado exclusivamente às campanhas eleitorais. Em 2026, o fundo nacional chegou a R$ 4,96 bilhões. O dinheiro é repassado aos partidos que estabelecem critérios para sua distribuição aos candidatos, observadas as regras eleitorais e as cotas previstas na legislação.

 

Em Mato Grosso, a forte presença do Fundo Eleitoral nas receitas das principais candidaturas ajuda a explicar por que o custo por voto não corresponde necessariamente ao dinheiro colocado diretamente pelos candidatos ou por seus apoiadores privados.

 

A prestação de contas registra a origem dos recursos e os gastos realizados, enquanto o cálculo por voto oferece uma fotografia da eficiência financeira eleitoral de cada campanha. No caso de Pivetta, a combinação de R$ 6,20 milhões em despesas e 1,12 milhão de votos produziu uma relação de R$ 5,50 por voto.

 

Já no Senado, Mauro Mendes chegou a R$ 2,53 por voto, enquanto Buzetti gastou quase 18 vezes mais por voto, uma diferença que evidencia o tamanho das disparidades financeiras e eleitorais dentro de uma mesma eleição.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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