QUASE DOIS MESES 01.05.2026 | 07h00

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Chico Ferreira
O Campeonato Mato-grossense/2026 foi encerrado em 8 de março, com o Mixto conquistando o título estadual após 18 anos e o Luverdense como vice-campeão, e, até hoje os dois clubes não receberam a premiação prometida pela FMF: dois carros elétricos da marca chinesa BYD.
Na época, a promessa foi feita pelo então interventor da CBF e presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman; no entanto, com a eleição de Diogo Pécora como novo mandatário da FMF, a promessa não saiu do papel. Pior que isso: nem Hocsman, nem FMF, nem a montadora, falaram mais sobre o assunto e os clubes seguem pacientemente esperando, antes de acionarem a FMF e a montadora na Justiça pelo atraso.
Durante todo o Estadual a marca da montadora chinesa foi exposta nos estádios, com painéis de publicidade, e, na maioria dos jogos os carros que seriam entregues aos clubes foram exibidos a beira do gramado.
Na noite de quinta (30) Luciano Hocsman foi homenageado na Assembléia Legislativa de Mato Grosso com o título de Cidadão Mato-grossense. Antes da solenidade, a reportagem de A Gazeta tentou questionar o dirigente sobre o imbróglio, mas, tanto ele quanto o presidente Pécora não quiseram falar. A comitiva da FMF que acompanhava Hocsman, chegou a mudar a entrada do dirigente ao plenário, por ala privada dos deputados, para evitar o contato dele com a reportagem, com uma blindagem em vão, afinal, o dirigente deve esclarecimentos.
Os clubes
O presidente do Luverdense, Aluísio Bassani, também reclamou da demora para a entrega dos veículos e admitiu ter ouvido a possibilidade da montadora chinesa substituir os modelos SUV (mais caros) por sedans, o que não havia sido acordado.
“Já cobrei o presidente da Federação (Diogo Pécora) e ele me disse que a empresa ainda não entregou os carros porque pretende promover um evento, uma coisa formal, mas faz tempo isso”, relatou dirigente.
Questionado sobre a possibilidade de a BYD substituir os modelos SUV, que custam em média R$ 290 mil por sedans de R$ 150 mil, Bassani admitiu ter ouvido do presidente da FMF, o risco de a troca ocorrer.
“Ele me disse que estava tentando fazer com que fossem entregues os carros prometidos e exibidos nos estádios durante o Estadual e não outros modelos”, concluiu.
A Gazeta entrou em contato com a concessionária BYD em Cuiabá, e a gerência afirmou não ter conhecimento de nenhum patrocínio que inclua a entrega dos veículos aos clubes e que não recebeu nenhuma ordem da montadora.
Ítalo Freitas, presidente do Mixto, também segue a espera da premiação. “A FMF divulgou publicamente esse prêmio, os carros da marca foram expostos nos jogos, além das placas de publicidade. Os clubes precisam receber o que lhes é de direito e fazer receita”, disse o dirigente.
Para agravar a crise, nos bastidores surgiu uma notícia de que os ganhadores dos carros não poderiam vendê-los durante os dois primeiros anos de uso, o que inviabilizaria a idéia de transformar o prêmio em dinheiro.
No início do mês A Gazeta publicou uma série de reportagens com denúncias, de atrasos de repasses e até de pagamento dos árbitros da FMF; valores que só foram pagos pela entidade após a publicação das reportagens. Assim, esperam os clubes que a entidade cumpra o acordo e honre o compromisso firmado.
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