CRISE NA ARBITRAGEM 01.11.2026 | 14h36
Reprodução
Presidente da FMF
O Sindicato dos Árbitros de Futebol de Mato Grosso (Sindamat) fará uma reunião por teleconferência (internet), no feriado desta segunda (2), para decidir que posição a catetgoria irá tomar as denúncias publicas com exclusividade por A Gazeta, na semana passada, contra os atrasos nos pagamentos da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
Segundo A Gazeta apurou, os árbitros que atuam nas competições regionais em todas as categorias estão sem receber as taxas de arbitrage, diárias e custos de viagens, desde o mês de julho, totalizando um valor superior a R$ 250 mil. Além disso a FMF está inadimplente por não prestar contas do uso de R$ 400 mil cedidos pela Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), via convênio, exatamente para custar a arbigragem. A entidade não pode sequer obeter certidão negativa de débitos, o que a impede de celebrar novas parcerias envolvendo recursos públicos.
Para a agravar a situação o sindicato da categoria revela que os árbitros que tem cobrado a entidade tornam-se vítimas de perseguição e até ameaças.
“Todos aqueles que cobraram a federação estão sendo ameaçados de exclusão e vem sendo retirados das escalas sistematicamente”, revelou uma fonte ligada a categoria.
Outros, ignoram a crise e seguem trabalhando normalmenge como se nada tivesse aconetcendo, traindo a confiança dos colegas que cruzaram os braços.
Após a reunião de segunda-feira, os árbitros pretendem se reunir com o presidente da federação, Diogo Pécora, a fim de cobrar uma solução. Não está descartada uma debanda geral, o que obrigaria a entidade a adiar o início do Campeonato Mato-grossense de 2027, previsto para 9 de janeiro. A solução seria ‘importar’ árbitros de outros estados, com um custo bem maior, já que envolveria transporte, hospedagem e uma taxa superior a paga aos membros do quadro local.
A FMF contava com 26 árbitros e 19 assistentes. Somente este ano, cinco deles já solicitaram desligamento do quadro de arbitragem. Até agora já deixaram o quadro Rodrigo Fonseca, Luiz Paulo de Moura Pinheiro, Geovanio de Lima, Jean Latorraca e Rafael Odilio.
Ainda estão em andamento o Campeonato Estadual Feminino, as diversas divisões de base, além da Copa FMF, que encerra o calendário no próximo dia 10.
A taxa de arbitragem que deveria ser pega pela FMF é de R$ 300 por jogo (para árbitro), R$ 180 para cada assistente, R$ 150 para o quarto árbitro e mais R$ 100 para o supervisor de jogo, totalizando R$ 730 por partida.
As diárias para hospedagem e alimentação variam de R$ 100 (locais mais próximos) a R$ 390 (mais distantes), sem contar as taxas pelo uso do carro particular do árbitro, também em atraso.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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