Sobre pressão 18.06.2026 | 08h36
Divulgação/CBF
O jogador de 19 anos conseguiu o apoio generalizado do time na briga para ser titular contra o Haiti. Ele tem sido o melhor dos treinos. Ancelotti não queria ceder, por conta da desobediência tática do atacante, que detesta marcar. O italiano tentou Igor Thiago, de novo, e até Martinelli. Neymar não tem ritmo, seus companheiros sabem, no máximo, pode entrar alguns minutos, sexta-feira.
New Jersey, direto dos Estados Unidos
Com sua indefectível camiseta preta, com filtro solar, Carlo Ancelotti sentiu o clamor.
E que deixou de ser popular, da imprensa.
Mas os próprios jogadores se renderam ao talento, fora do comum, de Endrick, nos treinos, aqui, no Columbia Park, CT do Red Bulls New York.
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Ficam admirados com suas façanhas e gana de ser titular do Brasil na Copa do Mundo.
“Endrick é um jogador muito importante, é uma joia rara que a gente tem no futebol brasileiro.
“É um jogador que tem uma potência de perna muito grande, um poder de decisão muito grande, é um jogador que a gente quer perto.
“No treino de hoje, quando vocês já não estavam, ele teve lances e fez gols que você fala: ‘Cara…’. Ontem ele deu um chute no Nannetti que quase o tirou do treino.
“Tem estrela, marca gols. É o tipo de jogador que a gente quer ter e que esperamos que possa ter o maior protagonismo possível dentro da Seleção Brasileira.”
As declarações de Danilo não são exceção entre os convocados por Ancelotti.
Deixaram claro nas conversas que o técnico abre para a sugestão do melhor time para enfrentar o Haiti, que o jovem atacante é o nome ideal no comando de ataque.
Mais do que o retorno de Neymar, que, apesar de voltar a treinar com o time, está completamente sem ritmo de jogo.
Completou ontem um mês sem entrar em campo, por conta do estiramento na panturrilha direita.
O R7 apurou que o treinador treinou algumas formações de ataque contra o Haiti. Igor Thiago, que foi muito mal diante de Marrocos, teve chance. Como também Martinelli.
E também, para felicidade geral da nação, já que o desejo de vê-lo no time brasileiro se transformou em comoção nas redes sociais e na mídia, Endrick.
Ancelotti não definiu que o atacante do Real Madrid será titular. Ainda tem fixação no Brasil, marcando sem a bola. Não quer os vazios, os buracos nas intermediárias, como aconteceram várias vezes contra Marrocos.
A história de Endrick na Seleção Brasileira é marcada pela inconstância. Ele tem 17 convocações e apenas uma vez foi titular. Justamente na partida contra o Uruguai, na eliminação da Copa América, em 2024.
Marcou quatro gols. Contra a Inglaterra, Espanha, México e Egito.
Depois que, em entrevista, Casemiro disse que Endrick não ‘fazia parte do grupo da Seleção’, antes da convocação final, o atacante não deu mais entrevista.
Desde que chegou aos Estados Unidos, se mantém calado.
E focado em ser titular do Brasil.
Para ele, essa história de poder disputar ‘três ou quatro Copas’ ainda na carreira não o convence.
Endrick quer aproveitar essa Copa.
E fazer história.
Primeiro terá de lembrar Ancelotti os motivos que fizeram o técnico recomendar ao Real Madrid gastar R$ 400 milhões com sua contratação do Palmeiras.
O italiano parece ter se esquecido...
Veja também: Danilo elogia Endrick e crê em protagonismo do atacante na Copa do Mundo
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