CHACINA DE COLNIZA 20.05.2019 | 16h24

jessica@gazetadigital.com.br
Divulgação/SESP-MT
O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da Vara única de Colniza, espera resposta sobre a transferência do preso Ronaldo Dalmoneck para Mato Grosso. O detento é um dos quatro acusados pela chacina ocorrida em Colniza (1065 km a Noroeste de Cuiabá), na qual 9 pessoas foram mortas.
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O juiz também determinou que o réu encontre outro advogado. Ele era defendido por Sidnei Sotele, assassinado em Cocoal (RO), recentemente.
Dalmoneck está no Centro de Detenção Provisória Capela do Alto (SP) desde janeiro deste ano, quando foi detido em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em São Paulo. A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo já consentiu para a transferência, mas agora o magistrado espera uma vaga na Cadeia Pública de Juína.
No ofício encaminhado à Comarca de Juína, no dia 17 de maio, Menegucci pede sobre a anuência da transferência de Delmoneck para a unidade prisional em troca do recebimento do detento Renato Ferreira Guedes na Cadeia Pública de Colniza, onde estão os demais acusados pela chacina.
Com a morte do jurista, a audiência referente a ação que investiga a chacina, que estava marcada para o dia 31 desse mês, foi cancelada até que o réu designe outro defensor.
O advogado foi assassinado a tiros, no dia 7 de maio, em frente a Câmara de Vereadores de Cacoal (RO), onde havia assumido o cargo de procurador há uma semana.
Sidnei Sotele também era defensor de Agnaldo Rodrigues de Carvalho , prefeito de Rondolândia (1600 km a Noroeste de Cuiabá).
O caso
Pedro Ramos Nogueira, Valdelir João de Souza, Ronaldo Dalmoneck e Moisés Ferreira de Souza foram denunciado por homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada).
Conforme a denúncia do Ministério Público, os nomes integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios. No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até Taquaruçu do Norte, (licalidade próxima a Colniza) munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.
O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km, matando, com requintes de crueldade, todos que encontraram pelo caminho.
O crime teria sido motivado por briga por terras.
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