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Cuiabá, Sexta-feira 15/05/2026

Judiciário - A | + A

EM REGIME ABERTO 15.05.2026 | 06h46

Investigador que matou policial é condenado a dois anos de prisão em Cuiabá

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Alair Ribeiro/TJMT

Alair Ribeiro/TJMT

Após 3 dias de julgamento no Tribunal do Júri da Capital, o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado a dois anos de detenção em regime aberto pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, assassinado a tiros em abril de 2023, em uma conveniência localizada na Praça do Choppão, em Cuiabá. A decisão foi proferida nesta na noite de quinta-feira (14). 

 

Além da condenação, a Justiça determinou a retirada da tornozeleira eletrônica utilizada pelo policial. Durante a leitura da sentença, o juiz Marcos Faleiros da Silva destacou que os jurados reconheceram que o policial civil efetuou os disparos que atingiram a vítima, mas desclassificaram a tese de homicídio doloso, quando há intenção de matar. Para eles, Mário cometeu um homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 

 

Segundo a decisão, o Conselho de Sentença entendeu que o réu agiu de forma negligente ao iniciar uma discussão com o policial militar, além de ter consumido bebida alcoólica antes do confronto que terminou na morte da vítima. A defesa do policial civil foi realizada pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.

 

Logo após a sentença, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins informou que o Ministério Público irá recorrer da decisão. Já a defesa afirmou que ainda vai analisar se apresentará recurso.

 

Conforme divulgado pelo , durante interrogatório prestado no júri popular, Mário Wilson afirmou que atirou contra Thiago porque, segundo ele, não teria outra alternativa durante a luta corporal travada dentro da conveniência.

 

A defesa sustentou a tese de legítima defesa, alegando que o investigador teria se sentido ameaçado durante a confusão envolvendo a arma da vítima.

 

No decorrer do julgamento, foram ouvidos o delegado José Ricardo Garcia Bruno e os delegados Guilherme Bertoldi, André Monteiro e Guilherme Facinelli, arrolados pela defesa.

 

Também prestaram depoimento a ex-companheira da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa, o delegado da DHPP André Eduardo Ribeiro e testemunhas que estavam no local no momento do crime. 

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