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Brasil e Suriname 28.05.2026 | 17h51

Aliança de negócios; Lula quer comprar o petróleo de Suriname e ampliar comércio

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Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Brasil e Suriname vão iniciar negociações, a partir do segundo semestre, para ampliar o acordo de comércio entre os dois países e estimular novas oportunidades de negócios.

 

A aproximação foi um dos focos do encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, ocorrido nesta quinta-feira (28), em Brasília. Eleita no ano passado e com mandato até 2030, Simons é a primeira mulher a presidir o país vizinho.

 

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"Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos. Em 2025, foi de apenas 55 milhões de dólares, ou seja, quase nada. O único acordo comercial que temos é extremamente restrito. Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname", afirmou Lula em declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Itamaraty.

 

O comércio bilateral inclui maquinários, material elétrico, produtos da indústria química e commodities, e quase a totalidade é composta por exportações brasileiras. Segundo Lula, as negociações devem ampliar as medidas de facilitação do comércio e incluir novos setores.

 

A programação da delegação do Suriname em Brasília prevê uma reunião empresarial de representantes de entidades brasileiras com empresas e representantes do setor produtivo surinamês, das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

 

Petróleo e minerais críticos
Nos últimos anos, o Suriname descobriu gigantescas reservas de petróleo offshore, na região conhecida como Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico, o que deve impulsionar a economia do país nos próximos anos.

 

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie firmaram acordos para intercâmbios sobre petróleo, energias renováveis e segurança nas atividades de exploração de hidrocarbonetos. Lula lembrou também que, assim como o Brasil, o Suriname se sobressai pelo potencial em minerais críticos.

 

"Temos a oportunidade de cooperar em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor, contribuindo para superar modelos históricos baseados apenas na exportação de matérias-primas", disse o presidente.

 

Segurança alimentar
Outra frente bilateral importante é sobre agricultura e produção de alimentos. "O Brasil pode contribuir muito para a segurança alimentar e nutricional dos surinameses, com o fornecimento de carne bovina, suína e de aves, e outros gêneros alimentícios", destacou Lula.

 

A cooperação técnica e científica entre os dois países também foi objeto de acordos e memorandos de entendimento assinados durante o encontro.

 

A agenda de Jennifer Geerlings-Simons em Brasília incluirá, ainda essa semana, uma visita a uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Embrapa), para intercâmbio sobre capacidades em agricultura familiar, segurança alimentar e sistemas agroflorestais sustentáveis.

 

"Para o Suriname, baixar os custos da comida e a segurança alimentar permanecem algo crítico, e temos certeza que Brasil é um parceiro que podemos confiar para nos ajudar nisso", afirmou Simons.

 

Programas sociais
A presidente do Suriname também conhecerá de perto uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), porta de entrada dos programas sociais do governo brasileiro, e um empreendimento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que pode servir de inspiração para um modelo que Simons pretende levar ao país vizinho.

 

"Acho que nós concordamos que a principal tarefa de todo político é assegurar que as pessoas possam alcançar o nível mais elevado de vida, de bem-estar. Além disso, discutimos questões de desenvolvimento regional e reafirmamos nosso compromisso compartilhado de assegurar a democracia e a integração regional", acrescentou a líder do Suriname.

 

Acordos assinados
Ao todo, Lula e Simons assinaram 13 acordos de cooperação, em setores como segurança cibernética, cooperação policial, combate ao tráfico de pessoas, saúde pública, manejo integrado do fogo, segurança de barragens hidrelétricas e operações militares coordenadas na faixa de fronteira amazônica.

 

Os governos de Brasil e Suriname também discutiram medidas para ampliar as conexões marítimas e aéreas entre os países e avançar no chamado "Anel das Guianas", projeto de integração que conecta o Norte do Brasil à Guiana, ao Suriname e à Guiana Francesa, facilitando o acesso ao mercado caribenho e fortalecendo a infraestrutura regional.

 

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