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problema raro 13.08.2019 | 17h15

Ereção prolongada é perigosa e pode provocar impotência permanente

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Reprodução Instagram

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Um problema raro que pode ser irreversível para alguns homens. O priapismo — ereção prolongada e geralmente involuntária — se não tratado com urgência provoca impotência permanente.

 

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O priapismo ganhou destaque nos últimos dias com o caso de um músico britânico internado há duas semanas após ter feito uso de medicamentos para disfunção erétil.

 

Danny Polaris relatou nas redes socais ter tomado sildenafila (nome comercial Viagra) e aplicado injeção de alprostadil no pênis, mesmo sem ter impotência.

 
 

"O priapismo é uma ereção que dura além de três horas consecutivas, que mesmo sem estímulo sexual continua", explica o urologista Paulo Egydio.

 

Com a ereção permanente, o sangue que fica pressurizado dentro do pênis não se renova e, portanto, não há oxigenação nas células dessa parte do corpo.

 

Jovens que utilizam medicamentos para impotência sem ter necessidade estão sujeitos a complicações como a enfrentada pelo músico, observa o médico urologista Giuliano Aita, coordenador da Área de Saúde Sexual da Sociedade Brasileira de Urologia.

 

"Os jovens são mais suscetíveis [a apresentar priapismo] porque a gente parte do pressuposto que eles têm uma função erétil normal. Quando você aumenta a vasodilatação aumenta o risco de priapismo".

Egydio ressalta que "é cada vez mais frequente" casos de indivíduos que dão entrada em pronto-socorro com priapismo após o uso de medicamentos.

 

"Principalmente quando se utiliza medicamentos em pessoas que têm predisposição ao priapismo. Por exemplo, quem tem o sangue muito viscoso, muito grosso, e pessoas que têm um tipo de anemia chamada de falciforme."

 

A injeção é apontada pelos médicos como mais perigosa do que o medicamento oral, já que este último depende de estímulo sexual. O alprostadil é tido hoje como um tratamento de segunda linha, pois os comprimidos acabam sendo a primeira opção.

 

A ereção prolongada e indesejada deve ser tratada logo nas primeiras horas.

 

"Como medidas conservadoras, a gente orienta o paciente a utilizar gelo, até duas horas, mas a partir da terceira hora tem que buscar atendimento médico", afirma Aita. No hospital, será feita uma drenagem, procedimento simples, segundo ele.

Paulo Egydio alerta que a demora na busca de atendimento pode levar a uma impotência definitiva.

 

"Se você drenar [o sangue] entre três e seis horas [de ereção] pode ser que não haja sequelas. Mas se esperar, 12 ou até 24 horas, como há casos, as células já se deterioram e aí é preciso implantar uma prótese."

 

No caso específico do músico britânico, ele contou ter esperado cerca de 24 horas para ir ao médico e só procurou atendimento quando começou a sentir fortes dores.

 

"Eu não sei se poderei alguma vez fazer sexo de novo", desabafou Polaris em um dos vídeos que tem gravado no hospital. 

 
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