SAÚDE 11.05.2026 | 09h15
Reuters/Dado Ruvic
O navio MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus durante uma expedição turística, chegou neste domingo (10) ao porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde começou a operação de retirada dos passageiros e tripulantes.
Os 14 espanhóis, sendo 13 passageiros e um integrante da tripulação, foram os primeiros a desembarcar e seguiram para Torrejón de Ardoz, no município de Madri, a bordo de um avião militar.
De lá, foram encaminhados para o Hospital Central de La Defensa Gómez Ulla, escoltados pela Guarda Civil local. Agora, cumprirão um período de isolamento. Todos estão assintomáticos.
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Retirada é feita em etapas
A operação ocorre após um impasse institucional entre o governo espanhol e as autoridades das Ilhas Canárias.
O presidente regional, Fernando Clavijo, tentou barrar a chegada do navio na noite de sábado (9), alegando falta de garantias para a retirada de todos os passageiros ainda no mesmo dia. Horas depois, o governo central acabou impondo a atracação por decisão da Marinha.
Às 5h30 (horário de Brasília), as cinco primeiras pessoas deixaram a embarcação em uma lancha de apoio, escoltadas pela Guarda Civil até o cais Ribera, de onde seguiram em ônibus para o aeroporto de Tenerife Sul, a cerca de 12 quilômetros dali.
Antes da liberação, equipes de vigilância sanitária subiram a bordo para realizar avaliação epidemiológica de passageiros e tripulantes. A retirada depende da conclusão dessa inspeção médica.
Fluxo de repatriação
Segundo o plano operacional, os primeiros a deixar o navio foram os passageiros espanhóis.
Em seguida, Países Baixos coordena a repatriação de cidadãos de Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação.
Depois, estão previstos voos para Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. A Austrália fará o último embarque, programado amanhã.
O governo holandês também enviará um “avião-ônibus” para repatriar passageiros que não forem retirados por seus países no mesmo dia.
Coordenação europeia
A União Europeia acionou o Mecanismo de Proteção Civil e enviou uma ambulância aérea da Noruega para apoiar a operação. Segundo a comissária Hadja Lahbib, um representante da UE foi deslocado ao porto de Granadilla de Abona para coordenar os trabalhos no local.
O bloco também mantém voos adicionais de evacuação em reserva para reforçar a operação.
Governo espanhol e situação a bordo
A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que o governo espanhol autorizou o desembarque de todos os passageiros, incluindo 14 espanhóis a bordo, e evitou comentar a disputa com o governo regional. “São absolutamente bem-vindos e o operativo segue em marcha”, disse.
Os passageiros foram classificados como assintomáticos, segundo as autoridades, e aguardam liberação sanitária para seguir em grupos ao aeroporto.
A operação é acompanhada por equipes médicas, forças de segurança e autoridades portuárias.
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