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estava sendo julgado 09.09.2020 | 15h24

Preso no corredor da morte é indicado e assume vaga no Parlamento do Sri Lanka

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Reprodução/Twitter

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O Parlamento do Sri Lanka teve uma sessão tumultuada na terça-feira (8) quando Premlal Jayasekera tomou posse como parlamentar pelo distrito de Jatnapura, que fica a cerca de 100km da capital, Colombo. Membros da oposição cantaram e usaram panos pretos para protestar contra a nomeação.

 

 

Jayasekera, um dos 145 parlamentares eleitos pelo partido Frente Popular do Sri Lanka (SLPF) no ano passado, foi condenado à morte pelo assassinato de Susil Perera, militante e membro da Força Popular Unida (UPF), o principal partido da oposição, durante a campanha presidencial de 2015.

 

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Recursos e escolta
A posse do novo congressista foi liberada pela Corte de Apelações do Sri Lanka, mesmo com ele estando no corredor da morte. A alegação é que ele foi eleito enquanto estava sendo julgado pelo assassinato. O país não executa nenhum condenado desde 1976.

 

Com isso, Jayasekera, que cumpre sua sentença no presídio de Welikade, em Colombo, conseguiu autorização para comparecer às sessões do Parlamento, sempre escoltado por policiais. Seu partido, o SLPF, é o mesmo do presidente e do primeiro-ministro do país, os irmãos Gotabaya e Mahinda Rajapaksa.

 

"Como sua eleição não foi anulada, não há motivo para que ele não possa comparecer às votações", diz a sentença que liberou a participação do parlamentar. A imprensa local denunciou que o advogado que defendeu Jayasekara também é advogado de um dos juízes do tribunal de apelações.

 

O líder da UPF no Parlamento, Anura Kumara, chamou a situação de "injusta" e membros do partido gritavam "vergonha" das tribunas do Parlamento enquanto Jayasekara fazia o juramento e assumia o cargo de parlamentar.

 

O novo membro do Legislativo não é o único que sai escoltado do presídio direto para as sessões de votação. Sivanesathurai Chandrakanthan, ex-membro de um grupo guerrilheiro que participou da guerra civil que terminou em 2009, está preso há 5 anos enquanto aguarda para ser julgado pela morte de outro político durante o conflito.

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