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Controle no turismo 18.02.2020 | 09h44

Venda e uso de maconha em Coffee Shops de Amsterdam pode acabar para turistas

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Conhecida tanto por seus canais quanto pelos coffee shops, as lojas que vendem maconha e outras drogas para turistas há décadas, a cidade de Amsterdã, nos Países Baixos, quer receber menos gente. Todos os anos, 17 milhões de visitantes passam pela cidade, que tem apenas 1,1 milhão de habitantes.

 

Uma das medidas que a prefeita da cidade, Femke Halsema, está estudando é justamente restringir a venda de maconha para os turistas. A cidade já anunciou a proibição das "city tours" na região de Wallen, o "distrito da luz vermelha", local das famosas vitrines onde as trabalhadoras sexuais se exibem, a partir de abril.

 

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Pesquisa entre turistas

A base da mudança das políticas de Amsterdã é uma pesquisa realizada pelo escritório de estatística da prefeitura com 100 turistas com idades entre 18 e 35 anos nos distritos de Wallen e Singel, que concentram a maior parte das coffee shops.

 

Segundo o estudo, 34% dos turistas disseram que visitariam Amsterdã com menos frequência se a venda de maconha para estrangeiros fosse restringida. Outros 11% responderam que simplesmente não voltariam mais.

 

Além disso, 40% dos entrevistados afirmaram que não usariam mais maconha ou haxixe caso a venda fosse proibida. Alguns, no entanto, disseram que tentariam contornar essa proibição: 22% disseram que pediriam para alguém comprar a droga no lugar deles e 18%, que procurariam "outros meios" para obtê-la.

 

Mudanças nas políticas

A partir desse estudo, a prefeita Halsema busca apoio entre os moradores para rever a legislação. A lei nirlandesa permite o consumo de drogas em ambientes fechados e a venda em pontos autorizados. A produção em grande escala, entretanto, é proibida, o que leva os donos de lojas a negociar com gangues.

 

Em uma carta dirigida aos vereadores da cidade, a prefeita disse que vai solicitar "um estudo este ano para reduzir a atração da cannabis para turistas e a regulação da compra das lojas. Buscamos uma separação clara de mercado entre drogas pesadas e drogas leves".

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