'nem com reza' 27.07.2023 | 15h29

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução/YouTube
Perita criminal, Rosangela Monteiro, analisou cenário que culminou na morte da jovem Isabele Guimarães Ramos, 14, durante participação no Crime S/A Podcast. Menor foi assassinada com tiro no rosto disparado pela amiga, em 12 de julho de 2020. Para especialista, crime não foi acidental e a arma estaria em condições de ser disparada somente apertando o gatilho, não sendo enquadrado como "disparo involuntário". “Fizemos o teste e não dispara nem com reza braba, a não ser que aperte o gatilho! [...] foi disparado a 1,44 de altura, olho no olho, por uma menina que sabe mexer com arma (sic)”, afirmou.
Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), de 12 de agosto de 2020, comprovou que a adolescente que matou Isabele estava a 1,44 metro de altura, com distância entre 20 a 30 cm e com a arma apontada para rosto da vítima. Confirmação que contradiz a versão dada pela acusada.
Leia também - Justiça extingue processo contra atiradora que matou Isabele
Conforme a perita, classifica-se como disparo involuntário quando uma pessoa que não sabe manusear uma arma de fogo acaba apertando o gatilho "no susto" ou outra situação sem motivo.
“Muita gente acaba disparando por imprudência. Não caracterizou ali (morte de Isabele). Ela sabe manusear uma arma, apontou efetivamente para o rosto da menina e (a arma) estava destravada [...] ela destravou”, frisou. Crime ocorreu em um condomínio de luxo de Cuiabá.
Nesta semana, juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, da 2ª Vara da Infância e Juventude, extinguiu o processo de execução de medida socioeducativa da adolescente acusada de efetuar o disparo. Caso voltou ganhar repercussão novamente e familiares e amigos pedem que justiça por Isabele. Na época, a adolescente também tinha 14 anos e deve atingir a maior idade em agosto de 2023.
“Sabemos o que acontece quando dispara uma arma de fogo, principalmente, uma pessoa que tem contato com isso. Ela é uma atiradora! Ela e a família dela”, afirmou Rosangela.
Isabele era amiga da menina que a matou e, conforme relato da mãe, a filha havia se afastado da adolescente após iniciar namoro com um rapaz. Pai do namorado da adolescente que matou é dono da arma usada no crime.
A adolescente chegou a cumprir medida de internação de 1 ano e 5 meses pelo ato infracional análogo ao homicídio qualificado. Mas em decisão colegiada da 3ª Câmara do Tribunal de Justiça, no dia 8 de junho de 2022, o ato infracional foi desqualificado para homicídio culposo e a adolescente imediatamente teve a internação substituída pela liberdade assistida.
Perita criminal e psicologa, Rosangela Monteiro, atua há 44 anos na área forense, ramo que agrega conjunto de conhecimentos técnicos e científicos fundamentados para buscar evidências na resolução de acidentes de trânsito ou trabalho, ou de crimes, como roubos, homicídios e outros. É responsável por casos de repercussão nacional, como: Isabela Nardoni (2008), Gil Rugai (2004), acidente da TAM (2007).
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.