OBRAS EM CERÂMICA 03.04.2026 | 07h10

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Divulgação
O Museu de História Natural de Mato Grosso recebe a exposição “Casulos”, da artista Cândida Ferreira. Em cartaz até 5 de junho, a mostra reúne um conjunto de obras inéditas em cerâmica, desenvolvidas a partir de pesquisas com materiais naturais e processos orgânicos. A abertura da exposição ocorreu na noite de quinta-feira (2).
Figura central do projeto, Cândida Ferreira atuou em instituições como a Universidad de los Andes e a Universidad Nacional de Colombia. A artista construiu uma trajetória que articula criação, pesquisa e docência, atualmente, mantém ateliê em Nossa Senhora do Livramento, onde desenvolve investigações enraizadas no território e no uso de matérias-primas locais. “Mesmo tendo estudado em outros lugares, minha carreira acadêmica e a minha carreira artística começaram no Mato Grosso”, afirma a artista.
A exposição nasce da pesquisa com argilas selvagens, esmaltes de cinzas e da incorporação de estruturas naturais, como ninhos, cupinzeiros e casulos. Ao integrar esses elementos às obras, a artista propõe uma inflexão nas relações entre humano e natureza, tensionando hierarquias tradicionais e reconhecendo a agência criativa de outras formas de vida. “São seres vivos que também constroem com barro”, resume.
Inserido no campo da ecoarte, o projeto investiga a ideia de cocriação na cerâmica, estabelecendo um diálogo entre práticas humanas e construções realizadas por entidades bióticas, como insetos e aves. A proposta convida o público a deslocar o olhar e perceber a potência estética de estruturas frequentemente negligenciadas no cotidiano. “De repente, está esse serzinho ali trabalhando com você, criando junto com você”, relata Cândida.
Com caráter imersivo, “Casulos” incorpora uma videoarte sobre a artista e sua obra, assinada pelo cineasta Pê Mutz, além de uma paisagem sonora desenvolvida por Estela Ceregatti, ampliando a experiência sensorial da exposição. “O que era para resultar num documentário tradicional sobre processo criativo acabou tornando-se uma videoarte com uma construção visual bem poética”, explica Mutz, ao destacar as relações entre artista, barro e outras formas de vida como eixo do trabalho audiovisual.
A programação pública é um dos eixos do projeto e reúne atividades gratuitas. Entre elas, oficinas de cerâmica e ecoarte conduzidas por Cândida Ferreira e Ruth Albernaz, com abordagens teóricas e práticas sobre materiais naturais, processos de criação e educação ambiental. Também está prevista uma oficina de escrita de crítica de arte com a jornalista e crítica Tatiane de Assis, da revista Piauí, além de encontros e mesas-redondas que aproximam artistas, biólogos e pesquisadores em torno das relações entre arte, ciência e meio ambiente.
Entre os objetivos do projeto estão estimular a percepção estética das formas naturais, fomentar o debate sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental, fortalecer o diálogo entre arte contemporânea, ecologia e práticas tradicionais, e ampliar o acesso à arte por meio de ações educativas. Nesse sentido, a própria materialidade das obras aponta para ciclos naturais: “é pensar numa obra que pode voltar a ser terra”, diz a artista.
Além da exposição, “Casulos” prevê a criação da instalação colaborativa “Coração pantaneiro”, construída com a participação do público nas oficinas, e a produção de um catálogo em versões impressa e digital.
Realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Aldir Blanc, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), o projeto foi contemplado no Edital nº 18 – SECEL MT PNAB Viver Cultura – Ciclo I – Artes Visuais 2025. Comprometido com a inclusão, “Casulos” contará com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, intérprete de Libras e materiais com linguagem acessível.
SERVIÇO
Exposição Casulos
Artista: Cândida Ferreira
Abertura: 2 de abril de 2026 (quarta-feira), 19h
Período de visitação: de 2 de abril a 5 de junho de 2026
Local: Museu de História Natural de Mato Grosso
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