Operação Silêncio Comprado 26.05.2026 | 14h24

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
Um dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil nesta terça-feira (26), durante a Operação Silêncio Comprado, teve como alvo a residência do ex-secretário de Saúde de Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste), Dalmo Henrique Thomazzi. A investigação apura um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst e tentativas de interferência nos trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam tentado influenciar a CPI instaurada para apurar possíveis irregularidades na administração da unidade hospitalar. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre materiais apreendidos na casa de Dalmo ou nos demais endereços alvos da operação.
Dalmo Henrique Thomazzi ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde durante a gestão do ex-prefeito Rafael Machado, filiado ao Partido Progressistas (PP).
CPI
A CPI foi instaurada após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, 29, ocorrida em novembro de 2025. Larissa estava grávida e morreu após complicações decorrentes de um parto cesáreo realizado no Instituto São Lucas, responsável pela gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Conforme divulgado anteriormente pelo
, a jovem passou pelo procedimento no dia dois de novembro e, dias depois, começou a apresentar complicações e uma infecção grave. Diante da piora no quadro clínico, ela foi transferida inicialmente para Tangará da Serra e, posteriormente, para Cuiabá. Apesar dos esforços médicos, Larissa sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu na madrugada do dia seguinte.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e tiveram início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público. Entre os fatos apurados estão supostos pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores vinculados à administração do hospital.
De acordo com a Polícia Civil, há indícios da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, além de outros possíveis delitos que ainda serão analisados ao longo das investigações.
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As ordens judiciais incluem mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens, medidas cautelares diversas da prisão e quebra de sigilos telefônico e telemático. As decisões foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra.
Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades paulistas de Barueri e Cotia.
Em nota, a Prefeitura de Campo Novo do Parecis afirmou que a atual gestão não é alvo das investigações e ressaltou que colaborou com a CPI, fornecendo toda a documentação solicitada pelo Legislativo municipal.
“Mantemos nosso compromisso com o trabalho sério e dentro dos parâmetros legais”, diz trecho da nota divulgada pelo Executivo municipal.
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