MOVIMENTARAM R$ 20 MILHÕES 05.03.2026 | 07h46

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
O pai, a filha e o genro de Angélica Saraiva de Sá, a ‘ Angeliquinha’, líder do Comando Vermelho no Norte de Mato Grosso foram presos, na manhã desta quinta-feira (5), em uma operação que apura a movimentação de R$ 20 milhões do tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os alvos são: Paulo Felizardo, que é pai de Angélica; Kauany Beatriz e Guilherme Laureth; filha e genro da faccionada. Angélica está foragida desde o dia 17 de agosto de 2025, quando escapou da penitenciária Ana Maria do Couto May.
Ela é condenada a mais de 250 anos de prisão por homicídio, tráfico e organização criminosa. Segundo a investigação da Polícia Civil, eles são apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico de drogas administrado pela facção criminosa.
As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, uma vez que os valores são totalmente incompatíveis com a renda declarada.
O grupo utilizava diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
Nas redes sociais, Kauany, que está grávida, leva uma vida de ‘influenciadora digital’. Faz publicidades e até divulga jogos de azar, como o famoso ‘tigrinho’. Ela conta com 42,5 mil seguidores e compartilha a rotina diária. Ela também se apresenta como dona de duas lojas, a ‘Kauany Shoes’ de Alta Floresta e Studio Essenza Beauty.
Outro braço do esquema envolveria garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob comando da filha da líder da facção, o pai da investigada seria responsável por gerenciar a atividade, além de administrar um bar e prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, onde Paulo foi preso nesta manhã.
O local também funcionaria como ponto de apoio para tráfico de drogas e extorsões contra garimpeiros. A polícia suspeita que o ouro extraído no garimpo era utilizado para ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal.
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