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Cuiabá, Terça-feira 20/10/2026

Polícia - A | + A

BUSCA E APREENSÃO 20.10.2026 | 07h12

Vereadores de VG e Cuiabá são alvos de operação do Gaeco

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Yuri Ramires e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Atualizada às 7h54 -  O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e outros crimes contra a Administração Pública em Mato Grosso. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

 

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, por determinação judicial, em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

 

Informações preliminares apontam que 13 parlamentares seriam de Várzea Grande e outros dois de Cuiabá. Conforme apurado pelo , em Cuiabá, os alvos são o presidente eleito da Câmara, Ilde Taques, e o vereador Alex Rodrigues.

 

Em Várzea Grande, até o momento, o único alvo confirmado é o vereador Raul Curvo. A investigação tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

 

Conforme o Gaeco, a apuração busca reunir provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção.

 

A operação mobiliza mais de 200 policiais e conta com a participação de uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

 

Também participam das diligências unidades especializadas das forças de segurança, incluindo equipes dos Comandos Regionais I e II, Agência Central de Inteligência, Rotam, Bope, Cavalaria, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, RAIO e Grupos de Apoio.

 

Nome da operação

A operação recebeu o nome de Cathedra Venalis, expressão em latim que pode ser traduzida como “cadeira venal” ou “cargo negociado”. A denominação faz referência ao objeto da investigação, que apura possíveis práticas ilícitas relacionadas ao exercício de funções públicas.

 

As buscas têm como objetivo reunir novos elementos de prova e aprofundar as investigações. Até o momento, os fatos são tratados como suspeitas sob apuração, e a realização de buscas não representa, por si só, comprovação de culpa dos investigados.

 

 

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