VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 29.10.2026 | 18h30
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O Tribunal do Júri de Sorriso (420 km de Cuiabá), condenou Ivaldo Luiz Polesello a 30 anos e 10 meses de reclusão pelo feminicídio da esposa, Ivaldete Coutinho de Oliveira Polesello, de 58 anos. O crime ocorreu em maio de 2025, na residência do casal, no bairro Benjamin Raiser. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (29).
A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou o contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A acusação foi conduzida em plenário pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.
De acordo com as investigações, Ivaldete foi atingida por diversos golpes de faca dentro do quarto da casa, em 8 de maio de 2025. O neto do casal, de 14 anos, encontrou a avó ferida e acionou socorro. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.
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Durante o julgamento, foram apresentados relatos e documentos que apontaram um histórico de ameaças e intimidações ao longo dos aproximadamente 35 anos de relacionamento. Entre as provas estava um boletim de ocorrência registrado pela vítima em junho de 2013, no qual relatou que deixaria a residência para evitar consequências mais graves.
Segundo os autos, em fevereiro de 2025, Ivaldete chegou a sair de casa e permaneceu por cerca de 15 dias na residência da filha. Ela retornou posteriormente após insistência do marido. Poucos meses depois, foi assassinada.
As investigações também apontaram que, após o crime, o réu lavou a faca utilizada, deixou a residência de carro e procurou um funcionário para guardar o veículo. Na ocasião, teria admitido que havia matado a esposa. A autoria também foi confirmada em uma conversa com uma das filhas do casal.
Ivaldo foi localizado pela Polícia Militar e preso em flagrante.
Trajetória da vítima
Ivaldete era considerada uma das pioneiras de Sorriso e teve sua contribuição para o desenvolvimento do município reconhecida pela comunidade local. Após sua morte, a Prefeitura decretou três dias de luto oficial e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
A condenação reconhece o feminicídio em contexto de violência doméstica e encerra o julgamento pelo Tribunal do Júri, que acolheu a acusação apresentada pelo Ministério Público.
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