CRIME BRUTAL 04.03.2026 | 09h26

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
João Fernando Couto da Silva, 25, foi indicado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e fraude processual pela Polícia Civil de Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá). Ele matou Eduardo Pereira Bispo, 29, no dia 31 de janeiro e fugiu com carro, documentos pessoais e cartões da vítima, que foram utilizados durante a fuga.
Conforme as informações, a vítima foi encontrada sem vida em uma estrada vicinal próxima ao cemitério municipal. O exame de necropsia confirmou que o óbito foi causado por múltiplas lesões provocadas por arma branca.
Desde a comunicação do crime, os investigadores realizaram diligências contínuas, com levantamento técnico no local, coleta de vestígios, oitivas de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança, além da requisição de diversos exames periciais, o que permitiu a reconstituição detalhada da dinâmica do assassinato.
Imagens obtidas em um posto de combustíveis mostraram a vítima por volta das 21h40 do dia anterior, dirigindo um VW Gol branco, acompanhada de um homem que permaneceu no veículo enquanto Eduardo comprava bebidas e gelo, itens que foram posteriormente encontrados na cena do crime. A partir dessas imagens, a Polícia Civil passou a rastrear o trajeto do carro e identificar o acompanhante.
A perícia técnica constatou manchas de sangue no banco traseiro do veículo, indicando que as agressões começaram dentro do automóvel. Os peritos também identificaram tentativa de limpeza dos vestígios, confirmada por reagentes e exames laboratoriais.
Após o crime, o suspeito fugiu com o carro e os pertences da vítima, utilizando cartões bancários em cidades de Santa Rita do Araguaia e Mineiros. Com base nas provas reunidas, a autoridade policial representou pela prisão do investigado, que foi capturado em Mineiros, em ação conjunta com as forças de segurança locais, ainda em posse de bens da vítima.
Durante buscas na residência do suspeito, foram apreendidos materiais com vestígios submetidos à perícia, reforçando os indícios de autoria. A investigação também identificou tentativas de alterar a cena do crime e ocultar provas, motivo pelo qual o acusado foi igualmente indiciado por fraude processual.
Com base nas provas técnicas, testemunhais e documentais, a Polícia Civil concluiu que o caso se trata de latrocínio, caracterizado pela violência empregada e pela subtração dos bens da vítima. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Mato Grosso para as providências legais cabíveis.
A Polícia Civil destacou que o resultado do trabalho reforça o compromisso da instituição com investigações técnicas e qualificadas, voltadas à elucidação de crimes graves e à responsabilização dos autores.
Comoção
Eduardo era uma pessoa muito querida na cidade. O crime causou comoção e já toma conta das redes sociais. A prefeitura e o prefeito, Júnior Pichuca, lamentaram a morte do rapaz, que também era muito ativo nas atividades da igreja católica, como coordenador do terço e membro da pastoral.
“Com profundo pesar recebo a notícia do falecimento de Eduardo, amigo e cidadão cuja presença marcou todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, disse o prefeito em seu perfil pessoal.
Já a prefeitura informou que a “administração municipal se solidariza com toda sua família, expressando sinceros sentimentos de conforto e força para enfrentar a irreparável perda”.
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