tragédia 15.08.2020 | 09h33

vitoria@gazetadigital.com.br
Reprodução/TV Globo
Em 12 de julho, Isabele Guimarães Ramos, 14, saiu de casa para fazer uma torta de limão na casa da amiga e vizinha, no condomínio Alphaville. No entanto, ela nunca mais voltou para casa. A adolescente morreu após um disparo no rosto, efetuado pela amiga da mesma idade.
A tragédia repercutiu nacionalmente. Diante do grande interesse público pelo caso, além das perguntas sem respostas, o
questionou aos leitores: “Toda a polêmica envolvendo a morte da adolescente é por dúvida se o tiro foi acidental?”. O resultado demonstra que há muitas dúvidas sobre a morte de Isabele.
De acordo com a votação, aberta ao público desde o último sábado (8), 52% votou que “sim, há muita dúvida sobre o caso até por conta do Samu não ter sido acionado primeiramente”. Em seguida, 37% optaram que “não, realmente faltam muitos esclarecimentos devido a proximidade do tiro”.
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Por último, apenas 11% disseram que “desde o início muitos ficaram sem entender porque as armas ficavam local de fácil acesso”.
Isabele Guimarães Ramos morreu na noite 12 de julho, após ser atingida por um tiro frontal no rosto. Laudo da Politec afirma que o tiro foi a curta distância, atingindo a vítima no nariz, causando morte instantânea.
“No ato do disparo, o agente agressor posicionou-se frontalmente em relação à vítima, sustentou a arma a uma altura de 1,44m do piso com alinhamento horizontal e a uma distância entre 20 e 30 centímetros da face da vítima. O motivo e a finalidade da ação não foram determinados pela perícia”, diz trecho do laudo.
A adolescente que assumiu ter atirado em Isabele afirmou que o disparo foi acidental, no entanto, o laudo da Politec mostrou que o tiro não foi um acidente e também que o atirador estava dentro do banheiro.
O laudo ainda explica a diferença entre “tiro acidental” e “tiro involuntário”. “Para Balística Forense há distinção entre os conceitos de “tiro acidental” e de “tiro involuntário”, sendo o primeiro provocado sem acionamento regular do mecanismo de disparo, ao passo que tiro involuntário pressupõe ação do atirador no mecanismo de disparo, mesmo que essa ação seja involuntária, não intencional”, detalha.
A investigação é complexa, já que a cena do crime foi vista e visitada por muitas pessoas, entre elas amigos do dono da casa. A arma do crime foi levada até o local pelo namorado da adolescente investigada, um menor de 16 anos. Tanto o casal, como os outros membros da família Cestari, são atiradores esportivos e tinham conhecimento dos materiais que manuseavam nos treinamentos.
Por isso, a defesa da família de Isabele não concorda com a tese de tiro acidental. A mãe dela, Patrícia Hellen Ramos Guimarães, já declarou em entrevistas que a filha foi assassinada e que busca entender a motivação do crime tão cruel. O caso sengue sendo investigado.
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muitas dúvidas no ar - 15/08/2020
Teria a vitima corrido para o banheiro a fim de esconder-se e tentar salvar a própria vida? Seria tudo uma farsa combinada entre a atiradora e o namorado, para 'calar' a vitima? Pq o pai da atiradora buscou ajuda para si, primeiramente, e só então acionou o Samu?
1 comentários