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acusada de desvio na saúde 21.10.2023 | 09h54

Investigada foi sequestrada por agiota do Comando Vermelho por dívida de R$ 260 mil

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Jessica Bachega e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Investigada na Operação Cartão-Postal por supostamente fazer parte de esquema de desvios na Secretaria de Saúde de Sinop, a empresária Roberta Arend Rodrigues Lopes foi alvo de sequestro por membros do Comando Vermelho, em 2020. O grupo cobrava dívida de empréstimo que o marido havia contratado com agiotas naquele ano. Na ocasião, o casal foi agredido e mantido preso em um apartamento, em Cuiabá, até que pagasse o valor devido, contudo a Polícia Civil foi acionada e prendeu os suspeitos, libertando a vítima.


Segundo documento policial obtido pelo , em fevereiro de 2020 o marido da Roberta havia solicitado R$ 260 mil emprestado com o agiota Benedito Max Garcia para pagamento a juros de 9% ao mês. Os repasses seriam feitos em duas datas a cada mês e, no começo, os valores eram quitados regularmente, mas, posteriormente, dificuldades financeiras fizeram com que a dívida atrasasse. A fim de honrar o compromisso, o marido de Roberta havia entregue um carro e uma moto como pagamento, ambos entregues com valor muito abaixo do mercado.


Leia também -Líder de esquema é solto após pagar fiança de R$ 800 mil

 

Embora tentassem pagar, as cobranças passaram a ser mais constantes e agressivas, chegando a ameaças de morte contra o casal e familiares, como consta no depoimento prestado à polícia.


“Que passou a receber mais ligações de Max com conteúdo intimidatório e ameaçador; que Max se dizia pertencer ao Comando Vermelho e fez ameaças de quebrar as pernas do declarante, de atingi-lo com disparos de armas de fogo; que, igualmente Max ameaçou a vida de familiares do declarante, bem como de pessoas próximas, tais como o advogado Hugo Castilho e a esposa dele, V.C.C”, contou o marido de Roberta em interrogatório.


O advogado Hugo Castilho também é investigado na Operação Cartão-Postal e foi preso na quinta-feira (19), dia do cumprimento dos mandados judiciais. Ele seria o líder do esquema até então, responsável por cooptar os membros e organizar as funções. Ele é irmão do juiz Jurandir Florêncio de Castilho Junior e filho do desembargador Jurandir Florêncio de Castilho, falecido em 2020 devido a um câncer.


As ameaças por mensagem e ligação foram concretizadas em 10 de dezembro de 2020, quando o casal foi abordado em sua casa pelo agiota Max acompanhado da esposa. Sem qualquer cerimônia, ambos invadiram a residência e logo mais comparsas chegaram. Cobraram a dívida e reviraram os cômodos em busca de pertences de valor. Documentos como CNH, RG e passaporte do casal foram recolhidos e eles levados para um apartamento na Capital. Roberta contou no depoimento que o marido implorou para que não a levassem, pois havia duas filhas menores que dependiam deles, mas não houve acordo e ambos foram para o imóvel, onde ela permaneceu por horas.


“Clamava para que Max deixasse a declarante na residência vez que possuem duas filhas, já temendo pela morte; que a declarante imaginou que não veria mais suas filhas naquele momento”, disse Roberta no depoimento.


Após horas no apartamento, a mulher foi liberada para que conseguisse o dinheiro e quitasse a dívida, assim o marido seria liberado. Fora, a família já providenciava venda de bens para pagar o que os credores cobravam.


Bens foram vendidos e o marido da investigada liberado. Alexandre Benedito de Almeida Pinheiro, Alex Silva Ferreira, Daniel Nascimento Santana e Carlos Eduardo Oliveira Silva foram presos no dia do sequestro. Todos têm passagens criminais por delitos variados, como estelionato, porte ilegal de arma, furto e homicídio, entre outros contra o patrimônio.


Benedito Max Garcia e a esposa, personal trainer Mayara Bruno Soares, foram presos na Operação Mandatário, em 2022, acusados de integrar o núcleo financeiro do Comando Vermelho de Mato Grosso. Ela foi solta, mas ele segue detido na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

Operação-Cartão Postal

No grupo apurado nesta operação, Roberta teria o papel de garantir circulação das ambulâncias locadas pela organização criminosa à Secretaria de Saúde de Sinop.

 

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