PLANEJAVA ATAQUES EM ESCOLAS 29.01.2026 | 06h59

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
Jovem de 20 anos, morador de Gaúcha do Norte (595 km ao norte de Cuiabá), foi preso na manhã desta quinta-feira (29), durante a Operação Enigma, contra o avanço e propagação de ideologias neonazistas em Mato Grosso. O alvo é suspeito de incitar atentados violentos contra escolas e planejar ataques contra populações vulneráveis.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, são cumpridas, além da prisão, busca e apreensão e afastamento do sigilo telefônico com base na investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
A investigação começou assim que a polícia recebeu um alerta da Homeland Securty Investigations (HSI), da Emabaixada dos Estrados Unidos. Foi descoberto que o jovem utilizava as redes sociais para difundir ideologia neonazista
Nas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil.
Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, com a deflagração desta fase ostensiva, a Polícia Civil de Mato Grosso reafirma sua posição de vanguarda no combate ao crime cibernético.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor. (Com assessoria de imprensa)
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