ALVO DE OUTRA INVESTIGAÇÃO 22.07.2026 | 09h10

yuri@gazetadigital.com.br
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Atualizada às 12h 15 - A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva do empresário Maike Koseki de Capua, 41, investigado pelo crime de estupro. A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, na segunda-feira (21). Ele é considerado foragido da Justiça desde a última semana.
Conforme o mandado de prisão, a medida foi determinada com base na existência de indícios suficientes da autoria do crime e na necessidade de garantir a aplicação da lei penal, além de preservar a instrução criminal. A decisão cita os requisitos previstos nos artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal.
O documento determina que qualquer autoridade policial competente cumpra imediatamente a ordem judicial, recolhendo o investigado a uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Após a prisão, deverá ser realizada audiência de custódia, conforme determina a legislação.
Segundo o mandado, Maike Koseki de Capua é natural de Cuiabá, empresário e responde a processo que tramita na 14ª Vara Criminal da Capital. A investigação está relacionada ao artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável.
A ordem judicial tem validade até 21 de julho de 2046 e foi expedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que também determinou a comunicação da decisão ao Ministério Público, à defesa do investigado e ao assistente de acusação.
Outra investigação
Maike também foi alvo da Operação Autoritas, deflagrada no dia 13, pela Polícia Civil. Ele foi alvo de um mandado de prisão, mas, como não foi encontrado, é considerado foragido. Ele é investigado por coação processual e ameaça contra um delegado.
O alvo é réu por suposta prática de organização criminosa e passou a monitorar a rotina do delegado responsável pelo caso, bem como seus familiares. O objetivo era intimidá-los.
Outro lado
Por meio de nota, a defesa do empresário informou que ele pretende se entregar e negou envolvimento do cliente na organização criminosa. Destacou que a prisão é decorrente da suposta coação à autoridade policial e que irá recorrer da ordem para recolhimento. No documento, o advogado Lucas Figueiredo afirma que não foi intimado sobre o mandado contra o empresário e está impedido de acessar os autos.
"Esclarece-se, por fim, que, ao manifestar a seu advogado a intenção de se entregar, tal ato será realizado mediante pedido formal nos autos — hoje cerceados a esta defesa —, para apresentação na secretaria da Vara, realização de exame de corpo de delito e cumprimento das ordens da Justiça, garantida a sua segurança física e mental", diz a nota.
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