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Cuiabá, Sexta-feira 05/06/2026

Polícia - A | + A

DOIS FORAM PRESOS 05.06.2026 | 07h42

Jovem levou ‘salve’, foi liberada por facção e morta horas depois

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Montagem/GD

Montagem/GD

 

A jovem Ana Beatriz Silva Lopes, 22, foi torturada e assassinada por integrantes de uma facção criminosa após ser apontada como ligada a um grupo rival. Antes de ser morta, ela chegou a ser sequestrada, sofreu um "salve" e foi liberada. Horas depois, quando se preparava para deixar a cidade, acabou localizada novamente pelos criminosos, que a torturaram até a morte em Conselvan, distrito de Aripuanã (1.002 km de Cuiabá).

 

As informações foram repassadas pelo tenente-coronel Alex Fontes. De acordo com o oficial, Ana Beatriz foi identificada pelos integrantes da facção por supostos vínculos com uma organização criminosa rival do Rio de Janeiro. A suspeita surgiu após os criminosos analisarem o celular e as redes sociais da vítima.

 

"As informações levantadas apontam que ela mantinha um relacionamento amoroso com um integrante de uma facção rival. A partir disso, passou a ser considerada inimiga pelo grupo criminoso que atua na região", explicou o tenente-coronel.

 

Natural de Belém (PA), Ana Beatriz portava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) emitida no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, essa ligação com o estado fluminense também reforçou as suspeitas dos criminosos.

 

Após sofrer a primeira sessão de agressões, a jovem foi liberada e saiu de Conselvan com destino a Aripuanã. Entretanto, poucas horas depois, integrantes da facção descobriram seu paradeiro e invadiram a casa de prostituição onde ela estava. 

 

No local, a vítima foi novamente submetida a torturas. Conforme as informações preliminares, Ana Beatriz teria sido estrangulada até a morte. Quando as equipes policiais chegaram ao endereço, encontraram o corpo da jovem envolto em lençóis. Segundo o tenente-coronel Alex, os criminosos já se preparavam para retirar o cadáver e abandoná-lo em outro ponto da cidade.

 

Dois criminosos foram presos. Um deles é natural do Pará e, conforme a apuração policial, teria vindo ao estado especificamente para participar da execução da jovem. "Acreditamos que ele já possuía informações prévias sobre a vítima e sobre toda a situação envolvendo as facções", afirmou o oficial.

 

A Polícia Civil investiga a participação de outros envolvidos no homicídio e trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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