acusado de vários crimes 19.01.2026 | 16h17

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
Em entrevista à imprensa local, o tenente-coronel Adão César, comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar de Cáceres, afirmou que as leis são “frouxas” e criticou a reincidência criminal após a morte do adolescente Murilo Pessoa Teixeira, 14, assassinado a tiros na tarde de sábado (17), em Cáceres (212 km de Cuiabá). Um dos suspeitos do homicídiuo morreu em confronto com a polícia.
Segundo o comandante, um dos executores do crime, um menor de 17 anos identificado como V.M.G., já havia sido apreendido anteriormente por tentativa de homicídio e outros delitos, mas permaneceu apenas 45 dias internado antes de ser solto. Ele está detido novamente.
“Ele possui passagem por porte ilegal de arma, foi preso aqui na cidade portando a arma na cintura, dizia que era para defesa contra outra facção. Em outubro do ano passado, foi preso por tentativa de homicídio, ficou 45 dias internado e solto. Depois disso, temos informações da participação dele em outros crimes aqui na região”, afirmou Adão César.
Ainda conforme o comandante, o menor também é suspeito de envolvimento em outro assassinato ocorrido na cidade.
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“Nós temos elementos que participaram de crimes, que têm uma vasta ficha criminal e que, infelizmente, membros de facção fizeram mais uma vítima aqui na nossa região”, completou.
Adão César também criticou a legislação penal e a reincidência de criminosos soltos.
“Agora a Polícia Militar não tem controle sobre quem fica ou não preso. A reincidência, o criminoso que continua sendo solto e praticando crime, isso tem que ser revisto. Isso também é uma falta de segurança. Se a lei for frouxa, se a lei não punir o crime e o criminoso, esse cara vai continuar cometendo o crime por mais vezes, infelizmente”, concluiu.
O crime
Conforme noticiado pelo
, Murilo Pessoa Teixeira, 14, foi assassinado a tiros por criminosos que invadiram a casa onde ele morava, em Cáceres. O ataque foi atribuído a uma facção criminosa.
Conforme já divulgado, o adolescente dormia na sala da residência quando foi surpreendido por dois homens armados, que invadiram o local e dispararam contra ele por engano. O verdadeiro alvo seria o irmão mais velho da vítima.
Após o crime, policiais perceberam uma movimentação suspeita a poucos metros da casa. Um grupo de pessoas linchava um menor de 17 anos, apontado como um dos executores do assassinato. Populares e familiares seguraram o suspeito até a chegada da polícia. O menor foi apreendido e encaminhado à delegacia.
Adylson Duarte do Nascimento, 16, o segundo envolvido na morte do adolescente Murilo Pessoa Teixeira, 14, morreu na tarde desse domingo (18) após trocar tiros com a Força Tática.
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