CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE 06.03.2026 | 08h07

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Convergência, para cumprir nove ordens judiciais contra uma rede criminosa investigada por tráfico e distribuição de drogas sintéticas na região metropolitana de Cuiabá.
A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e cumpre, simultaneamente, cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop.
As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande, com parecer favorável do Ministério Público Estadual, por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal do município. Os investigados respondem pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Investigação começou em 2025
As investigações tiveram início em abril do ano passado, após a Denarc prender em flagrante dois suspeitos em Várzea Grande com porções de cocaína, LSD, maconha, ecstasy e MDMA, além de 12 munições.
A partir dessa prisão, os policiais identificaram um suposto articulador do esquema, apontado como um dos principais distribuidores de drogas sintéticas da região metropolitana, responsável por abastecer traficantes e pontos de venda em diferentes áreas, desde consumidores de alto poder aquisitivo até bairros periféricos.
Estrutura organizada
Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada, com divisão clara de funções e estratégias para dificultar a identificação das atividades ilícitas.
Entre as práticas identificadas estão o uso de codinomes, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e a comercialização de drogas em eventos de música eletrônica. Os investigados também negociavam grandes quantidades de entorpecentes e mantinham controle detalhado das vendas.
As investigações apontam que a rede atuava em Cuiabá, Várzea Grande e Sinop, com indícios de conexões interestaduais e planos de expandir a distribuição para outras cidades.
Das 5 ordens de prisão preventiva, duas foram cumpridas contra suspeitos que já estavam presos em decorrência de outras investigações. A nova decisão judicial manteve a custódia e ampliou o alcance das apurações.
Já os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá, no bairro CPA II; em Várzea Grande, no Jardim Paula II; e em Sinop, nos bairros Residencial Gente Feliz e Jardim Portinari.
De acordo com o delegado da Denarc responsável pelo caso, Marcelo Miranda Muniz, as investigações revelaram uma rede criminosa estruturada e com atuação ramificada.
“A Operação Convergência é resultado de um trabalho investigativo criterioso, que reuniu duas frentes de apuração em torno de um mesmo núcleo de atividade criminosa. O objetivo é desarticular essa estrutura de distribuição de drogas sintéticas, que alcança diferentes classes sociais e coloca em risco especialmente os jovens da nossa região”, afirmou.
Continuidade das investigações
As diligências continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, incluindo suspeitos que ainda utilizam codinomes e não tiveram a identidade confirmada.
A Polícia Civil também intensifica as investigações para rastrear o fluxo financeiro do grupo e apurar possíveis ligações com outras organizações criminosas.
Nome da operação
O nome Convergência faz referência à dinâmica investigativa que unificou duas apurações inicialmente independentes, que ao longo do tempo passaram a apresentar pontos de ligação envolvendo o mesmo núcleo criminoso.
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