VEJA VÍDEO 28.04.2020 | 09h00

yuri@gazetadigital.com.br
Arthur Passos
Miss Mato Grosso 2019, Ingrid Santin, foi vítima de abuso sexual no último domingo (26), em uma rua de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Segundo o relato dela, em uma rede social, tudo aconteceu no trânsito, quando ela foi perseguida por um motoqueiro, que parou ao seu lado e passou a mão em sua genitália. Ao procurar a Delegacia da Mulher, foi informada que ‘nada adiantaria’ registrar o caso se não tivesse anotado a placa da moto do agressor.
De acordo com a jovem, que relatou o fato em um vídeo publicado em sua página de rede social, ela estava indo de moto para a casa da irmã, quando percebeu que estava sendo seguida por um motoqueiro. Na rua, também tinha uma caminhonete na sua frente.
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Ela disse que ao perceber que estava sendo seguida, tentou ultrapassar a caminhonete, mas não conseguiu. “Ele parou ao meu lado e nesse momento, colocou a mão entre as minhas pernas, nas minhas partes íntimas e apalpou”, disse com a voz embargada.
Em seguida, a vítima relata que a reação foi puxar a moto para outro lado “eu quase cai, comecei a gritar e a buzinar. Ele virou a rua e foi embora. Fiquei desesperada e com medo. Fui até a casa da minha irmã, onde ela me acolheu”.
Imagens das câmeras de segurança instaladas pela rua onde a vítima passou já foram captadas e estão sendo divulgadas para ajudar a identificar o agressor.
Delegada determina diligências
Quando procurou a Delegacia da Mulher para registrar o caso, a miss teve uma surpresa. Depois de relatar o caso para uma servidora, foi questionada se tinha anotado a placa da moto do agressor e respondeu que não.
“Na hora do desespero, eu não tinha anotado. Mas, eu sabia identificar a roupa, a moto. Ela disse que não poderia realizar o boletim sem a placa, que não faria sentido”, conta.
Desacreditada, ela deixou a delegacia e desabafou em um vídeo. “Agora sei porque tantas mulheres não denunciam ou até chegam a denunciar e acontece algo mais grave depois”.
Sobre o procedimento, a Polícia Civil informou ao
que o boletim de ocorrência foi registrado na manhã de segunda-feira (27) e que vai apurar, de forma administrativa, se houve alguma falha disciplinar por parte da servidora quanto ao atendimento prestado à vítima.
“Durante o procedimento de registro de ocorrências, os policiais coletam o maior número possível de informações para dar prosseguimento às investigações. De fato, foi perguntado à vítima se ela havia conseguido anotar a placa da motocicleta, pois é necessário reunir informações para que seja possível identificar o agressor. Contudo, o fato da vítima não conseguir dar tal informação não é empecilho para o registro da ocorrência, como de fato foi feito”, diz a nota.
Além disso, foi informado que a delegada responsável pelo caso já determinou diligências para identificar o suspeito. “Ressalta que todas as Delegacias da Mulher têm equipes aptas a fazer o registro e acolhimento das vítimas que procuram as unidades”, finaliza.
Veja vídeo
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