OPERAÇÃO FARISEUS 18.09.2026 | 14h57

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT) contra a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e outras cinco pessoas investigadas na Operação Fariseus por envolvimento com o Comando Vermelho e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida nessa quinta-feira (17) pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Além de Rhavenna, passam a responder à ação penal a mãe dela, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, além de Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velho”, “Velhote” e “Chapa”, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
Na decisão, o magistrado afirmou que a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atende aos requisitos previstos no Código de Processo Penal e que há indícios de autoria e materialidade suficientes para o prosseguimento da ação.
Leia também - Suspeito de sequestro morre após fuga e confronto com a PM
Rhavenna, Renildo e Orminda respondem pelos crimes de integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já Rhuan, Anatany e Lo Rhuama foram denunciados por lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPMT em 11 de setembro, Rhavenna, Renildo e Orminda teriam integrado um núcleo do Comando Vermelho entre janeiro de 2024 e julho de 2026. Os demais estariam envolvidos na movimentação e ocultação de valores supostamente provenientes de atividades criminosas.
A investigação aponta ainda que Rhavenna e Orminda utilizavam a atuação na “Equipe de Evangelismo Resgatando Vidas” para realizar visitas a presídios. Segundo o Gaeco, a atividade teria facilitado o contato entre integrantes da facção presos, membros soltos e foragidos.
O Ministério Público também atribui ao grupo familiar de Rhavenna a utilização de diferentes contas bancárias e outras formas de movimentação para ocultar valores que, segundo a acusação, seriam provenientes das atividades criminosas.
Com o recebimento da denúncia, os seis acusados deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias, conforme determinação do juiz.
O juiz também registrou que o pastor Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna e citado na investigação anterior, não foi denunciado pelo Ministério Público em razão de sua morte, ocorrida em 5 de setembro de 2026. O magistrado também determinou que o MP apresente a certidão de óbito.
Rhavenna já teve a prisão preventiva decretada anteriormente em uma ação e vinculada a uma medida cautelar que tramita no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Conforme decisão do juiz, eventual pedido de revogação ou substituição da prisão deverá ser apresentado naquele processo.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.