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CASO SARGENTO ODENIL 08.01.2026 | 19h05

'Não traz ele de volta, mas dá alívio', desabafa viúva de sargento após prisão de atirador

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Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

Rafaely Adriane Alves de Moura, viúva do sargento Odenil Alves Pedroso, 46, executado a tiros em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá, recebeu com alívio a notícia de que o assassino do marido foi preso nessa quarta-feira (7) no Rio de Janeiro. O atirador Raffael Amorim de Brito estava foragido há 1 ano e 7 meses.

 

“Sinceramente, está sendo um alívio. Foi muito aguardado. Traz uma paz para a gente, um consolo. Não vai trazer ele de volta, mas ficamos tranquilos de saber que ele está preso, que não ficou impune o que ele fez”, contou a reportagem do .

 

Leia também - Assassino de PM passa por audiência de custódia no Rio; DHPP quer ele em Cuiabá

 

Por vezes, Rafaely diz que pensou que o assassino do esposo já estivesse morto devido ao tempo desde o crime. Ela narra que recebeu no início da noite de ontem uma ligação da Secretária de Segurança informando sobre a captura de Rafael no estado do Rio de Janeiro, em uma ação integrada da PM estadual com a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

 

“Eu quase não acreditei. Era uma coisa que a gente queria tanto e parece que nunca chegava, que estava longe de acontecer, já estava para completar dois anos, mas não perdemos a fé, uma hora iria chegar. Nunca deixei de acreditar, tinha de confiar. Foi bom terem pegado ele com vida, porque ele vai ter que falar”, enfatiza.

 

A partir de agora, ela e os familiares pretendem continuar acompanhando o desenrolar do caso. A expectativa é pela oitiva de Rafael para que revele os motivos pelo qual matou Odenil, se existe um mandante ou mais de um.

 

“Eu espero saber o que ele vai falar. Que seja elucidado o caso e dê conforto a família, foi ele quem atirou, pela mão dele se foi a vida do meu marido. Se tiver mais envolvidos, que caiam por terra e todos paguem”, acrescenta.

 

A luta também será para que o processo tenha andamento posterior e para Rafael ir a julgamento pelo crime.

 

“Se a lei estivesse valendo ele já estaria preso, porque ele tem vários crimes anteriores e meu marido poderia estar vivo. Espero que ele pegue uma pena bem grande e que apodreça na cadeia pelo que fez. Quase dois anos de espera, ele já poderia ter sido julgado e estar cumprindo a pena dele”, desabafa.

 

O caso

O sargento da Polícia Militar, Odenil Alves Pedroso, 46, foi executado a tiros por um homem em uma motocicleta, em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá, em 28 de maio de 2024. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), passou por cirurgia, mas não resistiu.

 

O principal acusado pelo assassinato, Raffael Amorim de Brito, passou mais de um ano e meio foragido. O caso chocou a sociedade e gerou cobranças e forte comoção pela morte sem explicação do militar, morto sem reação quando fazia uma pausa para alimentar-se em uma lanchonete em frente a UPA que fazia segurança.

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