BLOQUEIO DE R$ 500 MIL 12.02.2026 | 06h57

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Reprodução
Operação Fourteen, deflagrada na manhã desta quinta-feira (12), pela Polícia Civil, cumpre 17 prisões contra uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
De acordo com as informações do órgão, além das 17 prisões, as equipes cumprem ainda 21 buscas e apreensão, além de medidas como quebra de sigilo telefônico, bloqueios de contas bancárias e o sequestro de R$ 500 mil.
Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), os alvos estão em Cuiabá, Várzea Grande, Nova Monte Verde, Sinop, Primavera do Leste, Alta Floresta, Guarantã do Norte e Rondonópolis, além de diligências em municípios do Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
Investigação
A investigação teve início em fevereiro de 2024, após a prisão em flagrante de uma mulher que transportava 8 tabletes de pasta base de cocaína em um ônibus intermunicipal. A partir desse flagrante, a Denarc identificou uma rede de tráfico organizada e hierarquizada, que atuava no envio de entorpecentes para outros estados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo era composto por três núcleos principais, liderados por reeducandos que continuavam a comandar as atividades criminosas de dentro do sistema prisional.
As apurações mostraram que os líderes mantinham comunicação constante com comparsas em liberdade, orientavam novos integrantes e planejavam rotas de transporte de drogas para Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
Métodos e lavagem de dinheiro
Para dificultar a ação policial, os investigados utilizavam documentos falsos, endereços de fachada, comunicações cifradas e recrutavam “mulas” para o transporte das drogas.
O grupo também se dedicava à lavagem de dinheiro, movimentando valores em contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Durante a operação, foram apreendidos materiais que serão periciados pela Politec, e os presos devem ser encaminhados ao sistema penitenciário após os procedimentos na delegacia.
De acordo com o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, o nome Fourteen faz referência ao capítulo 14 do Livro de Números, que trata das consequências da desobediência e da rebeldia, simbolizando a separação entre o bem e o mal.
“A investigação revelou um grupo que, de forma organizada, promoveu a disseminação de drogas e destruição social. Assim como no texto sagrado, a persistência na desobediência resultou em punição”, destacou o delegado.
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