SOBREPREÇO E DOCUMENTOS FALSOS 15.04.2026 | 07h53

redacao@gazetadigital.com.br
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Areia Movediça para cumprir 10 ordens judiciais nos municípios de Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa, para investigar a suspeita de fraude em procedimento licitatório e na execução de contrato administrativo da prefeitura do município. Os investigados podem responder pelos crimes de fraude no caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Durante a operação, foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão domiciliar e 5 ordens de quebra de sigilo telemático, expedidos pelo Juízo das Garantias da Comarca de Barra do Garças. As medidas têm como objetivo reunir provas e avançar nas investigações.
As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência que apontava inconsistências no processo licitatório. A partir disso, foi instaurado inquérito policial e realizadas diligências técnicas, oitivas e análise de documentos.
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Segundo a Polícia Civil, os indícios de irregularidades estão relacionados ao Pregão Presencial nº 09/2025, que resultou na contratação de uma empresa para a realização de um evento esportivo em Araguaiana.
As investigações apontam possíveis irregularidades ainda na fase interna da licitação, incluindo simulação de pesquisa de preços, uso de orçamento sem autorização do suposto emitente e padronização suspeita de documentos apresentados por empresas diferentes.
Também foram identificados indícios de direcionamento do certame, com possível ajuste prévio entre participantes, além de incompatibilidade entre a homologação do processo e a execução do contrato, indicando que materiais e serviços já estariam disponíveis antes da conclusão formal da licitação.
Outro ponto investigado é a suspeita de sobrepreço em itens contratados, como materiais esportivos, camisetas e troféus, com valores acima dos praticados no mercado.
A polícia também apura possíveis inconsistências na execução financeira do contrato, especialmente na destinação de recursos para premiações, com divergências entre valores anunciados e os efetivamente pagos aos participantes.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com análises periciais e outras diligências, para esclarecer completamente os fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
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