Publicidade

Cuiabá, Quinta-feira 30/07/2026

Polícia - A | + A

EM 3 ESTADOS 30.07.2026 | 06h59

Operação mira amigos de W.T. e bloqueia patrimônio de R$ 32 milhões; 10 são presos

Facebook Print google plus

Divulgação/PJC

Divulgação/PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay para cumprir 10 mandados de prisão preventiva e diversas ordens judiciais contra 14 investigados por integrar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e ocorre em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

 

Além das prisões, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos e medidas patrimoniais para descapitalizar o grupo criminoso.

 

Segundo a Polícia Civil, a operação é desdobramento das investigações que já resultaram nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, que tinham Paulo Witter Farias, o "WT", na liderança que atuava como tesoureiro em uma organização criminosa.

 

A nova fase foi baseada na análise de dados telemáticos, que apontaram a continuidade da atuação da organização, com divisão de funções, núcleo financeiro estruturado, uso de contas de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.

 

As medidas judiciais também incluem buscas pessoais, domiciliares e veiculares, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos, além do bloqueio de ativos financeiros. O objetivo é interromper as atividades da facção, preservar provas, impedir a ocultação de patrimônio e atingir a estrutura financeira do grupo.

 

Patrimônio milionário

As investigações identificaram bens avaliados em aproximadamente R$ 17,28 milhões. Entre os imóveis estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, além de 3 terrenos. Também foram alvo da operação quatro veículos, entre carros e motocicletas.

 

Separadamente, a Polícia Civil pediu o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros. Conforme a investigação, o valor foi calculado com base em planilhas contábeis apreendidas durante as apurações e não deve ser somado ao patrimônio sequestrado, por se tratar de medidas distintas.

 

Somente os imóveis foram avaliados em cerca de R$ 16,68 milhões. A lista inclui um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, avaliado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, também estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, avaliada em R$ 1,5 milhão; além de três terrenos, que juntos somam aproximadamente R$ 180 mil.

 

Já os veículos bloqueados foram avaliados em cerca de R$ 607,6 mil.

 

Comando de dentro da prisão

Outro ponto destacado pela investigação é que uma das lideranças da organização continuava exercendo funções de comando mesmo presa em uma unidade de segurança máxima do sistema penitenciário estadual.

 

De acordo com a Draco, mensagens analisadas mostram que o investigado determinava cobranças, recolhimento de valores, prestação de contas, correção de planilhas e orientações a integrantes que permaneciam em liberdade.

 

Em uma das planilhas apreendidas constava a referência a R$ 14,093 milhões em valores "congelados" e outros R$ 1,231 milhão relacionados ao período analisado. A soma dos registros serviu de base para o pedido de bloqueio financeiro de R$ 15,324 milhões.

 

A investigação também apontou que o mesmo chip telefônico atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Para os investigadores, a troca constante de aparelhos era uma estratégia para driblar apreensões e controles do sistema prisional, mantendo a comunicação clandestina com integrantes da facção.

 

Nome da operação

Segundo a Polícia Civil, o nome Replay faz referência à repetição das atividades criminosas e à capacidade de reorganização da organização após operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, enfraquecer o comando exercido de dentro do sistema prisional e retirar da facção os recursos financeiros utilizados para sustentar suas atividades.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você concorda com intervenção do Estado no DAE de VG?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Quinta-feira, 30/07/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.