ALEGAVAM INFLUÊNCIA 04.03.2026 | 07h05

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Smoke, para cumprir 15 ordens judiciais contra um grupo criminoso formado por advogados e profissionais da área jurídica, suspeitos de envolvimento nos crimes de exploração de prestígio e associação criminosa.
Os alvos, segundo apurado pelo
, são: Gustavo Barros dos Santos, Liomar Santos de Almeida e Dimas Pimentel Barroso.
A ação cumpre 3 mandados de busca e apreensão, 3 de imposição de medidas cautelares diversas da prisão e 9 ordens de afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá. Os alvos são dois advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um bacharel em Direito.
A OAB acompanhou o cumprimento das buscas nos endereços vinculados aos profissionais, respeitando as prerrogativas legais da advocacia.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, todos na capital. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, o grupo abordava familiares de pessoas presas e prometia conseguir decisões judiciais favoráveis, alegando possuir influência junto a membros do Poder Judiciário. Em troca, exigiam o pagamento de valores elevados, justificando que o dinheiro seria destinado a terceiros com suposta capacidade de interferir nas decisões.
As negociações aconteciam em encontros presenciais e também por aplicativos de mensagens, sempre com a orientação de que as conversas fossem mantidas em absoluto sigilo. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou medidas cautelares diversas da prisão, como comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com os demais investigados e testemunhas, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial, entrega de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Penal de Mato Grosso deu apoio à operação, realizando a instalação imediata dos dispositivos nos investigados. As quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático têm como objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das comunicações do grupo, permitindo identificar a origem e o destino dos valores obtidos e a estrutura das relações entre os envolvidos.
O nome “Smoke” faz referência à expressão doutrinária “venda de fumaça”, usada para descrever o crime de exploração de prestígio, no qual o autor promete influência inexistente ou indevida junto a autoridades públicas, oferecendo algo imaterial e fraudulento em troca de vantagem econômica.
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