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Operação Sangria 2 18.12.2018 | 06h27

Polícia Civil prende 3 médicos e mais 5 pessoas por fraudes na Saúde de Cuiabá

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Tânia Rego/AB

Tânia Rego/AB

A Polícia Civil (PJC) deflagrou nesta terça-feira a segunda fase da Operação Sangria, para investigar fraudes na Saúde de Cuiabá. São cumpridos 8 mandados de prisão e 4 de busca e apreensão. Os alvos da segunda fase, entre eles 3 médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, são investigados em crimes de obstrução à justiça praticada por organização criminosa e coação no curso do processo.

 

Leia também - Empresa ligada a secretário é alvo de operação contra fraudes

 

A primeira fase da operação investigou participação societária oculta em 3 empresas de serviços médicos. O ex-secretário Huark Douglas Correia, a ligado à Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), foi um dos alvos.

 

A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna (Proclin),  Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar (Qualycare) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

 

A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

 

Segundo a apuração, a organização mantém influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado, “fazendo o que bem entender, sem serem incomodados, em total prejuízo a população mais carente que depende da saúde pública para sobreviver”.

 

A investigação demonstra que a organização criminosa, chefiada por médicos, estão deteriorando a saúde pública de Cuiabá e do Estado de Mato Grosso. Levantamento feito pela Central de Regulação de Cuiabá, em 2017, aponta que 1.046 pessoas aguardavam por uma cirurgia cardíaca de urgência e outras 390 por um procedimento cardíaco eletivo.

 

Sindimed apoia investigações

 

Confira abaixo a nota divulgada pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso

 

O Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT) manifesta apoio integral e irrestrito às investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC), por meio da Delegacia de Assuntos Fazendários, que resultaram na Operação Sangria, cuja segunda fase foi desencadeada na manhã desta terça-feira (18).

 

Ao defender melhores condições de trabalho aos médicos e uma saúde pública de qualidade para todo cidadão, o Sindicato repudia qualquer ação que desconsidere o suor do trabalho digno de milhares de profissionais comprometidos com a dura missão de salvar vidas, sangrando o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

(Com informações da assessoria) 

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Comentários

Cabo Velho - 18/12/2018

Vejo que o mandante dos esquemas está solto desde dos primeiros episodio do escândalo que repercutiu nacionalmente a famosa Grampolandia, cadê ele, ou vai terminar em pizza, pelo que está visto, todo cuiabano vai comer pizza.

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