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24.05.2016 | 10h19

Paralisação atinge presos em flagrante no Cisc Planalto

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Atualizada às 10h44 - Paralisação de 24 horas dos agentes penitenciários e policiais civis de Mato Grosso, nesta terça-feira (24), em favor do Reajuste Geral Anual (RGA), negado pelo governo, prejudica os suspeitos presos na Central de Flagrantes, conhecido como Cisc Planalto, em Cuiabá.

João Vieira/A Gazeta

Detidos aguardam transferência para o Fórum de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (24).

A delegacia é responsável por atender os casos de suspeitos presos em flagrante na Capital, autuá-los e encaminhá-los para audiência de custódia, no Fórum.

Entretanto, até às 10h desta manhã, os detidos da noite de segunda-feira (23), não tinham sido transferidos para o Fórum, porque os agentes prisionais que atuam no órgão, não sinalizaram para recebê-los, devido a paralisação.

"A cela já está lotada, a capacidade são 8 pessoas, e nesse momento, têm duas mulheres, 4 homens e 2 menores. Eles estão sem alimentação, fazemos o possível para levá-los ao banheiro, mas eles precisam ser transferidos para a audiência de custódia, pois foram autuados em flagrante, como determina a lei", explica o investigador Marcos Amorim.

Amorim comunicou o juiz responsável, que determinou que os agentes do Fórum recebessem os detidos.

João Vieira/A Gazeta

Presidente Siagespoc, Cledison Gonçalves, no Cisc Planalto

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil (Siagespoc), Cledison Gonçalves, esteve na delegacia e contou que a paralisação afeta todas as unidades do Estado, e que a determinação é a de que os servidores trabalhem em com 30% do efetivo.

"Os serviços essenciais de flagrante estão sendo cumpridos, somos sensíveis a esta situação dos detidos que aqui se encontram, mas estamos exercendo nossos direitos a paralisação", disse Gonçalves.

Segundo o representante, o que se cobra não é apenas o RGA, mas uma melhora em todo o sistema penitenciário, como infraestrutura nas delegacias. "Pedidos que haja uma melhora nas condições dos profissionais que atuam nesses locais".

João Vieira/A Gazeta

Gonçalves esclarece ainda, que caso não ocorra uma resposta do governo, a greve será deflagrada em 1° de Junho.

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