'Serviços Desnecessários' 31.03.2022 | 07h17

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (31) a segunda fase da Operação Res Capta, agora com objetivo de fazer buscas em uma empresa suspeita de ter atuado no esquema de propina com servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Ribeirão Cascalheira (900 km ao Leste de Cuiabá).
Segundo as informações da assessoria de imprensa, com base no material apreendido na primeira fase da operação e com resultado de diversas oitivas realizadas, apurou-se que as pessoas que arrendavam ilegalmente terra na Reserva Indígena Marãiwatsédé estavam sendo obrigadas a pagar 10% (dez por cento) do valor do arrendamento, de forma antecipada, a servidores da FUNAI de Ribeirão Cascalheira/MT, por supostos serviços de medição da área.
Sendo assim, pagariam, ainda, após a finalização das supostas medições, R$ 5,00 por hectare medido, o que poderia totalizar aproximadamente R$ 825.000,00, considerando a extensão da Terra Indígena. Porém, com a deflagração da primeira fase, interrompeu-se a continuidade delitiva.
Consta ainda que a empresa contratada por um dos presos na operação, que é servidor da Funai, tinha papel preponderante no esquema, sendo responsável por executar serviços considerados desnecessários. Suspeita-se que as supostas medições serviriam para camuflar a natureza ilícita dos pagamentos.
Segundo o teor dos interrogatórios prestados na Delegacia de Polícia Federal em Barra do Garças/MT, os servidores alegaram aos arrendatários que a medições seriam imprescindíveis para formalizar um suposto Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público Federal. Esse TAC, que nunca existiu, permitiria aos arrendatários explorar economicamente a Terra Indígena Marãiwatsédé por até 15 anos.
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