ENTREGAVA PRA FACÇÃO RIVAL 27.05.2026 | 10h48

yuri@gazetadigital.com.br
Divulgação
O policial militar Philippe Thiago Figueiredo é um dos principais alvos da Operação Tu Quoque, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (27), para desarticular um esquema de roubo de entorpecentes, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com atuação de facções criminosas em Mato Grosso. Ele foi preso na ação.
Philippe é lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, localizado na região do Porto, em Cuiabá. Conforme dados funcionais, o militar recebe salário de R$ 10.804 já com os descontos aplicados.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral acompanha o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra o militar alvo da operação.
"A PMMT informa que também será instaurado procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral e ressalta que não coaduna com qualquer tipo de crime cometido por seus integrantes", diz a nota.
Investigação
Segundo as investigações, o praça da PM teria papel central no esquema criminoso, sendo responsável por coordenar roubos de drogas armazenadas por uma facção criminosa na região de fronteira. Após a subtração dos entorpecentes, outro núcleo do grupo fazia o transporte e a redistribuição da droga na região metropolitana do Estado.
As investigações apontam ainda que o policial participava diretamente das ações criminosas, atuando tanto no roubo das cargas quanto na separação dos entorpecentes que seriam distribuídos pelos demais integrantes da organização.
Ao todo, a operação cumpre 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Além das buscas e prisões, a Justiça determinou bloqueio de contas bancárias e restrições de veículos dos investigados em valores que podem chegar a R$ 2,5 milhões.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Conforme a Polícia Civil, o esquema funcionava por meio de dois núcleos criminosos. Um deles era responsável por identificar e monitorar depósitos de drogas pertencentes a facções na região de fronteira. O segundo grupo saía da Capital para executar os roubos e transportar os entorpecentes.
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. A partir do avanço das investigações, os policiais identificaram os demais integrantes e descobriram a conexão entre os roubos de drogas, o tráfico e a lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, o grupo utilizava familiares, empresas de fachada e até casas de apostas para movimentar e ocultar valores obtidos com a atividade criminosa.
A PMMT informa que também será instaurado procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral e ressalta que não coaduna com qualquer tipo de crime cometido por seus integrantes”, diz trecho da nota.
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