INVESTIGADO POR FALSIFICAÇÃO 06.05.2026 | 07h00

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
Durante o cumprimento de mandado judicial na residência de um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Polícia Civil apreendeu canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes, na manhã desta quarta-feira (6). A segunda fase da Operação Hidra investiga um esquema de falsificação de identidades para faccionados.
A polícia não informou se os produtos tinham nota fiscal ou se são frutos de contrabando. Eles estavam dentro de uma geladeira. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande e incluem mandados de busca e apreensão cumpridos tanto na residência do investigado, no município, quanto em seu local de trabalho, no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.
A operação contou com apoio da própria Politec, e a Corregedoria do órgão acompanhou o cumprimento das medidas.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão ao servidor e a outros investigados, como a proibição de manter contato entre si e a restrição de saída da comarca sem autorização judicial.
Investigações
As investigações tiveram início em julho de 2025, após a prisão de Ricardo Batista Ambrózio, 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo e que estava foragido há cerca de 12 anos em Mato Grosso.
Na ocasião, foi descoberto que ele utilizava documentação falsa, assim como sua companheira, de 32 anos, e os dois filhos do casal, de 12 e 15 anos. Com o suspeito, também foi apreendida uma pistola com numeração raspada.
Primeira fase
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da operação, em agosto de 2025, quando identificou um homem de 66 anos como possível intermediário do esquema.
A análise de dados coletados revelou a ligação entre esse suspeito, que possuía diversos documentos falsos com nomes diferentes, e o papiloscopista investigado, que teria atuado na facilitação da confecção das identidades fraudulentas.
A delegada Eliane da Silva Moraes, titular da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, destacou que a operação é fundamental para preservar a confiabilidade dos sistemas de identificação do Estado e combater a infiltração criminosa em órgãos públicos.
Segundo ela, o trabalho integrado entre a Polícia Civil e a Politec foi essencial para desarticular o esquema, que pode ter ligação com outros crimes.
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