'era sustentado' 05.05.2026 | 15h45
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Maria Klara
Após matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, 64, o suspeito, Jackson Pinto da Silva, simulou sequestro e tentou vender bens para pagar o suposto resgate. Uma familiar da vítima detalhou que os parentes impediram a venda e, desde o primeiro momento, desconfiaram da versão apresentada. O relacionamento do casal era conturbado e o homem não tinha emprego fixo. Como definiu a jovem, que não quis se identificar, Jackson era “sustentado”.
O homem foi preso no começo da tarde desta terça-feira (5) e admitiu a autoria do feminicídio, contudo não detalhou o ato. A polícia afirma que a empresária do setor imobiliário foi enforcada em outro local e levada para ser enterrada no terreno onde funciona a serralheria gerenciada pelo marido. A área é de propriedade de Nilza.
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Ao
, a familiar detalhou as horas que antecederam a localização do corpo. Segundo ela, o homem procurou a família e disse que a empresária havia saído para caminhar e sumido. Desconfiados da versão, procuraram uma vizinha, que tem câmeras de segurança na casa. Em consulta aos vídeos, nenhum movimento da vítima foi identificado saindo ou entrando na casa.
“Olhamos na loja e na academia, mas ela não apareceu. Ontem, mais de meia-noite, pedimos imagens da câmera da vizinha e mostrou o carro Argo saindo e entrando. Questionamos ele: “como que ela saiu se as imagens não mostram ela? Ele disse que ela teria saído do outro lado da rua. Desde então a gente não acreditou em nada mais dele”, detalhou a jovem.
Conforme relato da mulher, na manhã desta terça-feira, Jackson foi à delegacia dizendo que tinha esperança da mulher aparecer e falou de sequestro. Posteriormente, pediu à família a chave de uma caminhonete, celulares e eletrônicos. Mas nada foi entregue. Na oportunidade ainda sugeriu que o desaparecimento tinha relação com a família da vítima.
“Na delegacia contamos nossa versão e falamos que não acreditávamos nele. Mostramos tudo o que tínhamos e ele também estava lá. Ao delegado, ele falou sobre o sequestro na casa e todos foram ver se tinha alguma coisa lá. A casa é cheia de câmeras e ele alega que não gravou nada. Depois de matá-la, ele arrancou o drive da câmera de segurança. Ele matou Nilza na casa dela, cavou uma cova e enterrou no terreno que também é dela. Agora ela está sendo desenterrada. Isso é tudo o que a gente sabe”, afirmou .
Relação conturbada
Conforme a parente, o homem dava sinais de abuso na relação, mas não há confirmação de violência doméstica física. O casal já se relacionou anteriormente, mas oficializou a união apenas em 2024. A vítima era empresária do setor imobiliário e tinha vários imóveis, já o marido não exercia atividade fixa.
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