SEGUNDA FASE 20.08.2026 | 11h13

redacao@gazetadigital.com.br
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A Polícia Civil bloqueou até R$ 25,5 milhões em bens e valores de um grupo investigado por receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos, organização criminosa e lavagem de capitais. As medidas foram cumpridas nesta quarta-feira (19), durante a segunda fase da Operação Carcaça, em Cuiabá.
Ao todo, foram expedidas 56 ordens judiciais contra 10 pessoas físicas e quatro empresas. A operação também resultou no bloqueio de ativos financeiros, restrições judiciais para transferência de veículos, indisponibilidade de imóveis, buscas e apreensões e sequestro judicial de veículos ligados aos investigados.
Do valor determinado pela Justiça, R$ 7,8 milhões correspondem às pessoas físicas e R$ 17,5 milhões às empresas. As ordens de bloqueio têm reiteração automática por até 30 dias. A indisponibilidade também alcança todos os imóveis registrados em nome dos investigados.
Durante as diligências, 5 veículos foram apreendidos. As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores de Cuiabá (DERRFVA) apontaram ainda uma movimentação considerada suspeita de mais de R$ 33 milhões em créditos entre janeiro de 2019 e julho de 2023. Os valores teriam circulado por mais de 70 contas mantidas em pelo menos 24 instituições financeiras.
O caso começou após a localização de peças e componentes automotivos com indícios de origem criminosa em uma loja de autopeças de Cuiabá. Com o avanço das apurações, perícias e análises dos materiais apreendidos indicaram a existência de uma estrutura voltada à receptação de peças de veículos furtados e roubados em diferentes estados, além da adulteração de sinais identificadores e ocultação de patrimônio.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria atuado na receptação e adulteração de componentes veiculares e, posteriormente, na ocultação dos bens obtidos com as atividades criminosas.
A nova fase da operação tem como objetivo atingir o patrimônio dos investigados e impedir a dissipação dos bens e valores, buscando enfraquecer financeiramente a organização criminosa.
As investigações seguem sob sigilo para identificar outros possíveis integrantes e ampliar as medidas de bloqueio patrimonial.
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