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Bloqueio de R$ 1,1 milhão 14.10.2025 | 07h31

Polícia faz operação contra esquema de jogos ilegais e cumpre 111 mandados em MT

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A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quarta-feira (14), 111 ordens judiciais durante a Operação Raspadinha do Crime, que tem como objetivo desarticular um esquema milionário de exploração ilícita de jogos de azar utilizado para financiar uma facção criminosa atuante dentro e fora dos presídios do Estado.

 

Conforme as informações divulgadas pelo órgão, ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 54 de busca e apreensão, além de 11 bloqueios judiciais e 25 ordens de quebra de sigilo bancário e telemático, com sequestro de valores que ultrapassam R$ 1,1 milhão.

 

a operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

 

As ordens foram expedidas pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop. A Justiça também autorizou a apreensão e o descarte do material de raspadinhas, que incluía centenas de bilhetes e banners de propaganda apreendidos durante as diligências.

 

Os mandados são cumpridos em mais de 30 cidades, sendo elas: Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Castanheira, Colíder, Colniza, Confresa,Guarantã do Norte, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Matupá, Novo Horizonte do Norte, Novo Mundo, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Carmem, Santiago do Norte, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Tapurah, Terra Nova do Norte e União do Sul.

 

Esquema com estrutura empresarial

A investigação começou a partir da análise de materiais apreendidos em uma operação deflagrada em maio deste ano, que revelou a existência de uma rede organizada responsável por um falso empreendimento de raspadinhas instantâneas. Em apenas seis meses, o grupo teria movimentado mais de R$ 3 milhões com o esquema.

 

Por trás da aparência de legalidade, os investigadores descobriram uma estrutura empresarial com planejamento, hierarquia e divisão de funções. O jogo servia de fachada para lavagem de dinheiro e financiamento das atividades da facção, que buscava novas fontes de arrecadação além do tráfico de drogas e da extorsão.

 

Segundo a Polícia Civil, a empresa criminosa era dividida em três níveis operacionais. No topo, o núcleo estratégico, sediado em Cuiabá, coordenava as ações financeiras e definia diretrizes. O núcleo financeiro gerenciava contas bancárias de fachada e distribuía os recursos para diferentes regiões. Já o núcleo operacional, espalhado por mais de vinte cidades, cuidava da distribuição dos bilhetes, recolhimento do dinheiro e controle da contabilidade.

 

O delegado Antenor Pimentel, responsável pela investigação, afirmou que o esquema usava uma fachada de empresa para dar aparência de legalidade ao crime. “A operação representou um golpe direto no braço econômico da facção, desmantelando uma rede que unia tecnologia, manipulação social e engenharia financeira. A investigação segue em andamento, com foco na recuperação dos valores desviados e na identificação de possíveis ramificações interestaduais”, destacou o delegado. (Com assessoria)

 

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