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Polícia - A | + A

sem sinais de legítima defesa 10.06.2026 | 16h36

Policial matou enteado com tiro na cabeça a queima roupa

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Montagem/GD

Montagem/GD

O delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou não ter encontrado sinais de legítima defesa na conduta do policial penal Emerson Geremias, 50, que matou seu enteado Átila Yuri dos Santos, 21. Diante do cenário, decidiu manter o agente preso.


O caso foi registrado na manhã desta quarta-feira (10), em uma região de chácaras no Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Ao todo, foram feitos dois disparos, sendo que o primeiro não atingiu a vítima e o segundo, que teria sido feito à queima-roupa, acertou o rosto da vítima.


“O disparo foi muito próximo, dá para ver pela zona de chamuscamento, a zona de tatuagem. E a faca estava longe do corpo, então, pela análise preliminar do local, não foi possível identificar uma legítima defesa ou uma luta corporal. Então, por esse motivo, eu, como autoridade policial, optei por fazer o auto de prisão em flagrante”, explicou o delegado em conversa com a imprensa.

 

Leia também - Policial penal mata enteado em Cuiabá; DHPP investiga caso

 

De acordo com o boletim de ocorrência, Atlas estava com a mãe na chácara quando o seu padrasto apareceu no local para buscar a esposa. No entanto, ao se aproximar do jovem, o policial foi abordado com uma faca e eles entraram em uma luta corporal.


Durante a ação, dois disparos de uma arma de fogo foram feitos na direção de Atlas, um o atingiu na cabeça e causou a morte.

 

“O disparo poderia ter sido feito em outra região, creio eu, poderia não ter deixado [a vítima] se aproximar, mas acabou efetuando mais de um disparo, sendo um na face. A meu ver, a conduta foi gravosa e merece sim ser analisada na base de inquérito como um auto de prisão em flagrante”, acrescentou.

 

Relação conflituosa 

Conforme apurado pela Polícia Civil, padrasto e enteado não se davam bem. Na noite dessa terça (09), Átila chegou a danificar a moto da mãe, causando mais um desentendimento entre eles. Na manhã desta quarta, a mãe da vítima tentou impedir que os dois se encontrassem, mas não conseguiu.

 

O delegado negou que Átila tivesse qualquer tipo de transtorno psiquiátrico, apontando apenas que ele possuía problemas com álcool. Inicialmente houve a alegação de que a vítima estava em surto psiquiátrico.

 

Ele destacou, ainda, que acredita que a arma usada no crime foi recolhida pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), especialmente pela suspeita de que seja a arma funcional do policial penal, uma pistola nove milímetros.

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