ASSASSINATO BRUTAL 30.03.2026 | 09h57

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Reprodução
Polícia Civil aponta que Mariana Mara da Silva, presa na última quinta-feira (26), participou do assassinato da cunhada, Stefany Pereira Soares, 17, junto com o marido, Marcos Pereira Soares, irmão da vítima. A motivação do crime seria uma má relação entre elas e o ciúmes que Mariana tinha de Stefane.
Delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios (DHPP), reforçou que os autores estão no núcleo familiar, pode ter outros, mas os indícios apontam o irmão e a esposa dele.
“O motivo, as cunhadas não tinham boa relação, elas não se gostavam. A Mariana tinha um certo ciúme da Stefany. Tem essa situação de uma ligação que a vítima fez para ela, que fica chateada, faz xingamentos e questiona o motivo dela procurar o irmão”.
De acordo com a delegada Jéssica Assis, a prisão de Mariana aconteceu após uma série de divergências nos relatos dela e de testemunhas.
“Não havia problema entre irmãos, pelo contrário, agora, por outro lado, as duas não se gostavam. A Mariana não gostava da vítima”, destacou Caio. Já a delegada Jéssica ressalta que, quando Stefane era criança, Marcos e Mariana chegaram a cuidar dela por um tempo.
Assis citou ainda as movimentações da suspeita antes e depois do crime, como o fato de ter procurado a imprensa para dar entrevistas e também por ter ido várias vezes na DHPP pedindo “apoio para tirar os pertences da casa em que morava com Marcos”.
Porém, na verdade, ela estava tentando descobrir o que as testemunhas relatavam sobre o comportamento dela. “Também apresentava seletividade na entrega de informações aos investigadores. Uma testemunha disse que, assim que a Stefane desapareceu, ela ligava toda hora para Marcos, dizendo que ele tinha que se apressar que eles tinham coisas para fazer”.
Encontro do corpo
Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), conforme já divulgou o
. A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira (11) , o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares, porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal.
Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego.
Vítima estava submersa na água, apenas com as pernas para fora. Vítima apresentava ferimentos pelo corpo. Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec).
Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela avenida Brasil, quando foi abordado.
Por hora, Marcos foi autuado pelos crimes de sequestro, estupro, feminicídio e ocultação de cadáver. “Provavelmente também teve tortura, o corpo dela tinha alguns sinais de queimaduras e outras lesões”.
Cabe a perícia apontar também como ela foi morta. “Ainda vamos apurar se a causa da morte foi asfixia, afogamento ou pelas queimaduras”. Jessica ressaltou que a vítima ainda tinha uma corda com uma pedra amarrada no corpo.
Quando foi preso, Marcos contou ainda que procurou a irmã apenas para conversar, resolver uma questão ligada à mãe. “Que no momento que saíram de casa, eles teriam ido só até a esquina, conversaram rapidamente e ele seguiu o rumo. Depois, disse que não sabe o que teria acontecido com ela”, lembrou a delegada.
Segundo ela, apesar de ter dado essa versão dos fatos, ele não forneceu nenhum álibi. Estefany estava em casa, com o companheiro, quando foi abordada pelo irmão. Depois disso, ela não foi mais vista.
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