DEU EM A GAZETA 01.07.2026 | 06h43

pablo@gazetadigital.com.br
Luiz Leite
O Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), em conjunto como WWF-Brasil, Instituto Gaia e Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou um pedido para que a Lei da Pesca, que ainda segue sem decisão de mérito no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam 3 ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), seja colocada em pauta no Plenário da Suprema Corte.
O pedido ocorre após a apresentação dos relatórios do governo do Estado e da Assembleia Legislativa (ALMT) sobre a eficácia e a efetividade da suspensão da atividade pesqueira nos rios mato-grossenses, que apontou que do universo estimado de 15 mil pescadores artesanais no estado, apenas 2.172 conseguiram acessar o auxílio financeiro governamental (Repesca) em 2025, no valor de um salário mínimo. Antes, em 2024, apenas 19 pessoas receberam o benefício.
Da análise das informações prestadas pela Setasc (Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania) constata-se um cenário de profunda insuficiência e exclusão da política pública. O órgão informou que, em 2024, apenas 19 pescadores artesanais receberam o auxílio pecuniário. No exercício de 2025, o benefício alcançou 2.172 pessoas, quantitativo que, distribuído em apenas 40 municípios, implica em deixar desamparados os pescadores de 72% do território estadual, diz trecho do documento.
O documento ainda aponta que os cursos de capacitação voltados exclusivamente ao turismo de pesca atenderam a apenas 35 beneficiários, tendo o próprio relatório da Setasc citado que a exigência de escolaridade mínima funcionou como a principal barreira burocrática para a ampliação do programa, ignorando a realidade sociocultural da categoria.
A Setasc provou que excluiu aproximadamente 83% dos pescadores e exigiu escolaridade formal de quem é tradicional, completa.
Em vigência desde 1.º de janeiro de 2024, a normativa proíbe a captura, transporte e comercialização de 12 espécies de peixes dos rios mato-grossenses até dezembro de 2028, e foi aprovada sob a justificativa de preservar a fauna dos rios mato-grossenses. A lei é amplamente reprovada pela comunidade ribeirinha.
A última decisão do ministro André Mendonça sobre o caso ocorreu em julho de 2024, quando negou a liminar que pedia a suspensão da Lei até a decisão definitiva. Ela foi questionada pelas cúpulas nacionais do MDB, PSD e pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).
Porém, após quase 3 anos, o mérito ainda não foi julgada. A Lei da Pesca foi aprovada no fim de 2023 e alterada em fevereiro do ano passado na tentativa de evitar que ela fosse derrubada judicialme.
Leia mais sobre Política de MT na edição de A Gazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Diene - 03/07/2026
Sou pescadora de barão de melgaço entrada pro Pantanal e poço garantir q para os pescadores da nossa cidade foi a melhor coisa, pois quem tem família pra cuida e dependia só do peixe não estava sendo fácil pois o peixe já estava muito difícil, muito veneno nos terrenos beira de rio foi acabando até com as iscas, e aqui todo mundo recebeu o auxílio no ano de 2025 só não recebemos no ano de 2024 pois uma mulher q dis representar os pescadores com seu marido davam medo nos pescadores pra não fazer. E esses mesmo ficam fazendo coisas só pra prejudicar nossa categoria, não entendo muito disso se pra essa mulher nos representa precisar de votação pois já passou da hora dela cai fora . Este ano de 2026 estamos recebendo também certinho o repesca q sem ele estaríamos passando fome.
Romilson ferreira - 01/07/2026
Essa lei foi muito mal elaborada e com muito pouco tempo para fazer de forma que nao prejudicar o pescador ribeirinho! Com a narrativa de proteger a fauna dos rios mato- grossenses, esqueceram das grandes usinas que são os principais meios de matança de peixes principalmente no Rio teles- pires! Que so no ano passado com a abertura das comportas da usina de colider matou cerca de 70 toneladas de peixes de toadas as espécies.
José - 01/07/2026
Essa lei e patética deveria investir no tratamento de esgoto despoluir os afluente conservação do meio ambiente não ficar fingindo que faz .vai multa para aparecer depois anula as multas
Wilson - 01/07/2026
Isso é a maior esculhambação desse governo de direita que só faz algo em benefício do rico, ao pobre nada! É preciso ver de perto que nada do que foi prometido foi ou está sendo cumprido! É uma verdadeira violência contra aqueles que dependem disso! E o Ministro Mendonça, aquele bosta, está sentado em cima da causa há quase 2 anos!!
4 comentários