COM CABO DE VASSOURA 23.05.2026 | 17h30

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
Um jovem de 22 anos preso por suspeita de tráfico de drogas denunciou ter sido vítima de agressões físicas e abuso sexual durante uma abordagem realizada por policiais militares da Força Tática, no município de Barra do Bugres (168 km da capital). O laudo de corpo de delito aponta fissura anal, edema e fragmentos compatíveis com madeira no corpo do detido.
Durante os procedimentos na delegacia da Polícia Civil, o suspeito informou à médica responsável pelo seu exame de corpo de delito que foi vítima de estupro com um cabo de vassoura no momento da abordagem em sua residência. Diante da gravidade da denúncia, a equipe da Polícia Civil solicitou urgência na emissão do laudo pericial, que constatou indícios de abuso físico. Segundo informações, o jovem apresenta forte abalo emocional.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, equipes da Força Tática receberam informações de que o suspeito estaria comercializando drogas em uma residência. Conforme a versão policial, ao perceber a aproximação da equipe, ele tentou fugir e resistiu à prisão.
Durante a abordagem, os policiais afirmam ter encontrado três pinos de substância análoga à cocaína, 5 porções de maconha e R$ 10 no bolso do suspeito. Após buscas no imóvel, também foram apreendidos 35 pinos de cocaína, 20 porções de maconha, uma balança de precisão e um aparelho celular.
Ainda conforme a PM, foi necessário o uso moderado da força e de algemas para conter o suspeito, que teria resistido ativamente à prisão.
Já a defesa do jovem apresentou uma versão diferente dos fatos. Em entrevista ao
, o advogado afirmou que o rapaz mora com a esposa e duas crianças, não possui antecedentes criminais e teria sido vítima de tortura durante a ação policial.
O advogado relatou ainda que o cliente estava em estado de desespero e chorando quando foi atendido. Conforme a defesa, após as denúncias, ele foi encaminhado para um exame de corpo de delito mais detalhado.
O laudo pericial apontou diversas escoriações nos braços, punhos, costas, regiões ilíacas e glúteas. O documento também registrou “presença de edema e fissura anal localizada às 5 horas, com discretos fragmentos de madeira”.
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De acordo com o documento, os vestígios encontrados podem ser compatíveis com introdução de objeto na região anal. O laudo concluiu ainda que as demais lesões foram provocadas por instrumento contundente.
Em depoimento à Polícia Civil, um dos policiais militares envolvidos na ocorrência negou qualquer abuso e afirmou que as lesões sofridas pelo suspeito ocorreram exclusivamente em razão da resistência durante a prisão.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil e pelos órgãos competentes para apurar a denúncia de tortura e abuso sexual envolvendo os agentes militares.
O
entrou em contato com a Polícia Militar, mas, até o momento da publicação dessa matéria, obteve retorno.
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