MORTES EM SÉRIES 12.01.2026 | 10h28

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
Delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que, apesar de jovem, o último preso pela série de assassinatos que vitimou 3 motoristas de aplicativos na baixada cuiabana, em 2024, atuou com “muita crueldade”. Akcel Lopes Campos, 22, está preso desde sexta-feira (9) após ser encontrado em Juara.
Conforme já divulgado pelo
, Akcel é o último dos 4 criminosos envolvidos na série de assassinatos a ser preso. Durante coletiva de imprensa, o delegado lembrou que a ideia de matar motoristas de aplicativo foi definida em grupo.
“Assim que eles foram presos contaram que decidiram matar um motorista por dia. Eles decidiram fazer isso. A ideia foi em conjunto. Faltava esse último a ser preso [...]. Inclusive, em uma das execuções, segundo consta na investigação, a faca que ele portava quebrou, aí ele usou o próprio canivete da vítima para a ação letal”, disse o delegado.
Além disso, o delegado ressalta que Akcel teria filmado o assassinato para divulgar para algum comparsa ou outro envolvido de forma imediata nos crimes. “Então aí vocês veem a crueldade desse criminoso, né? Embora jovem, já é capaz de fazer todo esse ritual de barbaridade”, destacou.
O preso foi delatado pelos próprios comparsas presos anteriormente. “É um caso que ficou bem materializada a conduta deles e um tanto que friamente, tanto é que foi um espanto para todos que eles apenas decidiram matar um motorista por dia”.
Akcel foi preso após mais de um ano sendo monitorado. Ele estava dentro de um comércio da cidade. “Para fazer uma prisão com êxito, a gente tem que ter certeza primeiro se é a pessoa e se tem condições mesmo dela ser presa naquela situação”.
Desaparecimentos
As investigações da DHPP iniciaram na manhã de sábado, após a equipe do Núcleo de Desaparecidos receber informações sobre a primeira vítima, Elizeu Coelho.
Entre a noite de sábado (13)e a manhã de 15 de abril de 2024, a equipe do Núcleo de Desaparecidos recebeu a comunicação do desaparecimento de outros dois motoristas de aplicativos, Nilson Nogueira e Márcio Rogério Carneiro.
Elizeu Coelho estava dirigindo um veículo Fiat Uno, por aplicativo de corrida, quando saiu para trabalhar no período da noite da quinta-feira (11) e não fez mais contato, comportamento que não era habitual da vítima em deixar de atender ligações ou enviar mensagens.
Familiares começaram a buscar pela vítima e um genro de Elizeu encontrou o Fiat Uno perto de uma praça no bairro Cristo Rei.
A segunda vítima, Nilson Nogueira, morador do CPA 3, saiu de casa no início da noite de sábado para trabalhar como motorista de corridas por aplicativo, com seu veículo GM Ônix prata.
O pai da vítima procurou a Polícia Civil no domingo relatando que não conseguia falar com Nilson, que ele não tinha o hábito de dormir fora de casa e o celular estava fora de área.
As investigações apuraram que o veículo de Nilson foi visto já na madrugada de domingo, por volta das 04h35 próximo à Ponte Nova, sentido Cuiabá - Várzea Grande.
Na manhã desta segunda-feira, o NPD recebeu o registro de desaparecimento da terceira vítima, Márcio Carneiro, que morava em um condomínio na Alameda Júlio Muller, em Várzea Grande.
A esposa da vítima relatou que ele saiu de casa por volta das 21h de domingo dirigindo um Fiat Palio branco, locado, e desde então não fez mais contato. Na mesma manhã, o veículo foi localizado pelo proprietário, sem as placas, no bairro Cristo Rei.
Diligências
Os três veículos utilizados pelos motoristas foram todos localizados na cidade de Várzea Grande. O Fiat Palio e o Ônix foram localizados na mesma região de Várzea Grande que o primeiro, abandonados para possivelmente serem ‘esfriados’ - ação costumeira no roubo ou furto quando os criminosos deixam os veículos em algum local durante um tempo, para verem se são rastreáveis.
Prisão e apreensão
Análise de imagens de câmeras de segurança, entre outras diligências realizadas pela DHPP possibilitaram a identificação de três suspeitos que foram vistos próximos do carro da primeira vítima, no bairro Cristo Rei.
Eles estavam com as mesmas roupas em que apareceram nas imagens das câmeras. Ao serem abordados, perto da UPA do Cristo Rei, o trio confessou os crimes e apontou onde estavam os corpos de duas vítimas.
“As diligências ininterruptas ocorreram desde sábado, quando a equipe recebeu a comunicação do primeiro desaparecimento, e empreendeu diligências durante o final de semana, continuando nesta segunda-feira, com a indicação de mais dois desaparecidos. Redobramos os esforços que culminaram com a prisão de um maior e dois menores, que confessaram os crimes”, explicou o delegado Olímpio da Cunha Fernandes Jr.
Os 3 foram encaminhados no fim da noite desta segunda-feira para a sede da DHPP, interrogados e autuados em flagrante pelos crimes e atos infracionais análogos, respectivamente, a roubo majorado pelo concurso de pessoas, por restringindo a liberdade das vítimas, grave ameaça com emprego de arma branca e resultado morte em decorrência da violência e ocultação de cadáver das vítimas. O adulto responderá ainda por corrupção de menores.
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